O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi demitido da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão, assinada na sexta-feira, 18, pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, foi publicada nesta segunda-feira, 21, no Diário Oficial da União (DOU). O ato aponta que Eduardo cometeu infração disciplinar ao faltar injustificadamente ao serviço por mais de 30 dias consecutivos.
A Polícia Federal havia concluído o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado para apurar a ausência do ex-deputado e decidido pela demissão. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e passou a se definir como exilado político. Após a perda do mandato parlamentar, ele deveria retornar ao cargo de escrivão da PF, no Rio de Janeiro, ocupado desde que ingressou na corporação por concurso público, em 2010.
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Como não se reapresentou ao trabalho, um PAD foi aberto em fevereiro deste ano para analisar a situação. Desde então, Eduardo permanecia afastado do cargo.
Além disso, Eduardo também foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, em razão de sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe.