Política

Ministério Público de Contas pede fim do sigilo de parte do processo do caso Master

Representação pede o afrouxamento do sigilo de processo sobre a atuação do Banco Central na liquidação do Master

Para ter acesso aos documentos, autarquia precisa da autorização expressa de ministro do TCU
Para ter acesso aos documentos, autarquia precisa da autorização expressa de ministro do TCU Foto : Valter Campanato / ABr / Divulgação / CP

O subprocurador-geral do Ministério Público de Contas (MPTCU), Lucas Furtado, protocolou nesta sexta-feira, 20, representação em que pede o afrouxamento do sigilo total imposto a processo sobre a atuação do Banco Central na liquidação do Master no Tribunal de Contas da União (TCU). No despacho, ele defende que a restrição de acesso tenha efeito apenas para os documentos que contenham informações efetivamente protegidas por sigilo legal e também que seja garantido o acesso pelo BC.

A classificação do procedimento foi alterada de "sigiloso" para "sigiloso com exigência de autorização específica de leitura" e passou a ficar fora do alcance inclusive da autoridade monetária, que é parte na ação sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus. Para ter acesso aos documentos, a autarquia precisa da autorização expressa dele. "A meu ver, o sigilo imposto pelo ministro Jhonatan de Jesus sobre o relatório da inspeção no Banco Central referente ao caso Master, gera profunda desconfiança e levanta sérias questões sobre a transparência e a integridade das instituições públicas", diz o procurador na representação.

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Ele também pediu que documentos do processo que contenham informações públicas sejam disponibilizados a todos para fins de controle social e da imprensa.

"No caso em tela, é notório que informações relevantes sobre a liquidação do Banco Master e a atuação do Banco Central foram inicialmente levantadas e divulgadas pela imprensa. Tal fato evidencia que a sociedade, por meio do trabalho jornalístico, já tem conhecimento de aspectos importantes do processo. Assim, não se justifica a imposição de um "super sigilo" que, na prática, inviabiliza o acompanhamento público de um tema de evidente interesse coletivo", afirma.