O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou em reunião de líderes nesta terça-feira, 7, a realização, na próxima semana, da eleição para preencher a vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. A eleição foi marcada para a próxima terça-feira, 14.
A sabatina dos candidatos ocorrerá nesta quinta-feira, 9, na Comissão de Finanças e Tributação. As cabines de votação já foram instaladas no plenário e é preciso publicar um edital para que o processo continue e não seja judicializado.
Motta tenta cumprir um acordo feito com o PT em 2024, segundo o qual o partido o apoiaria nas eleições para a presidência da Câmara em troca de sua chancela ao nome de Odair Cunha (PT-MG) para a vaga no TCU. Para cumprir o acordo, Motta aposta na fragmentação das candidaturas de direita.
Até o momento, já sinalizaram intenção de concorrer os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA) e Danilo Forte (PP-CE). O deputado Hélio Lopes (RJ), do PL, também havia indicado disposição de disputar a vaga.
No entanto, o partido deve lançar a deputada Soraya Santos (RJ), considerada mais moderada. Soraya já concorreu em 2023, quando o ministro Jhonatan de Jesus (RR), então no Republicanos, conquistou a vaga. Na ocasião, ela obteve 75 votos.
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O PT conta, sobretudo, com o cumprimento do acordo e apoio massivo de MDB e Republicanos. O histórico do PT nas últimas eleições ao TCU é desfavorável a Odair. O próprio Cedraz (PFL-BA) foi eleito em 2006 em uma disputa que tinha um petista como candidato do governo, Paulo Delgado (PT-MG).
Ele obteve 172 votos, ante 148 do adversário. Em 2005, Augusto Nardes (PP-RS) recebeu 203 votos, enquanto José Pimentel (PT-CE) obteve 137.
Como não há segundo turno na eleição e a vitória se dá por maioria simples, a leitura é que muitas candidaturas de direita, contra uma do PT, poderiam pulverizar os votos e sacramentar a vitória de Odair Cunha.
O Tribunal de Contas da União é composto por nove ministros. Seis deles são indicados pelo Congresso Nacional; os outros três são nomeados pelo Palácio do Planalto. A Corte é responsável, entre outras coisas, por analisar a prestação de contas do presidente da República e realizar inspeções e auditorias das contas da Câmara e do Senado.