O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, evitou nesta sexta, 27, fazer qualquer comentário sobre a situação do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o chamado Lulinha. O ministro concede neste momento entrevista ao Flow News e foi questionado sobre a quebra de sigilo bancário do filho do presidente Lula.
Haddad argumentou que prefere não comentar sobre uma situação em que ele não tem informações e disse ainda não ter relação com o Lulinha. O ministro também afirmou que o empresário não participa do governo.
Detalhes da quebra de sigilos de Lulinha
O filho do presidente se tornou alvo da CPMI do INSS e teve os sigilos bancários e fiscais quebrados por decisão do ministro do STF André Mendonça na última quinta-feira, 26. A sessão que solicitou o envio das informações sobre o requerimento foi suspensa após tumulto relacionado ao tema.
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Nesta sexta-feira, 27, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), disse que já comunicou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre o pedido de quebra de sigilo e pediu cinco dias para o envio das informações sobre o requerimento aprovado.
Esse comunicado abre prazo para a corrida entre oposição e governo sobre o acesso às informações. A comunicação formal dá início a uma disputa entre governo e oposição pelo acesso às informações. Integrantes da base governista avaliavam, inicialmente, que os dados só seriam encaminhados dentro do prazo usual — de duas a três semanas — o que poderia abrir espaço para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tentasse reverter a decisão da comissão antes da liberação do material.