Política

Nomeação de Macaé Evaristo para os Direitos Humanos será publicada ainda hoje, diz governo

Ela substitui Silvio Almeida, que foi acusado de assédio sexual

Nomeação de Macaé é uma resposta ao desgaste sofrido pela gestão Lula nos últimos dias
Nomeação de Macaé é uma resposta ao desgaste sofrido pela gestão Lula nos últimos dias Foto : Ricardo Stuckert / PR / CP

A nomeação da deputada estadual Macaé Evaristo (PT-MG) para o comando do Ministério dos Direitos Humanos será publicada ainda nesta segunda-feira, 9, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), afirmou a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou nesta tarde a parlamentar para ocupar o cargo na pasta. O Ministério dos Direitos Humanos está hoje sob chefia interina de Esther Dweck, que também lidera o Ministério da Gestão. Ela acumulou as duas funções depois de Silvio Almeida ser demitido na sexta-feira, 6, após virem à tona acusações de assédio sexual contra ele feitas à ONG Me Too Brasil - ele nega.

Entre as vítimas de assédio estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Com a oficialização da nomeação de Macaé nesta segunda-feira, Dweck manterá apenas o comando da Gestão. Lula confirmou há pouco, por meio de seus perfis em redes sociais, que a nova ministra dos Direitos Humanos será Macaé. 'Hoje convidei a deputada estadual Macaé Evaristo para assumir o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Ela aceitou. Assinarei em breve sua nomeação', disse o presidente.

Ele também publicou uma foto com a nova ministra. A escolha de Macaé foi uma forma de encerrar o assunto das acusações de assédio sexual contra o então ministro Silvio Almeida. Colocar uma mulher negra no cargo é uma resposta ao desgaste sofrido pela gestão Lula nos últimos dias por causa das acusações. Além disso, reduzem as cobranças sobre o petista por falta de um número maior de mulheres no primeiro escalão. Também foram especuladas para o posto dos Direitos Humanos a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e a ex-ministra Nilma Lino Gomes. Ao menos Benedita teria indicado não ter interesse no cargo, apurou a reportagem.

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