Política

Randolfe reconhece não ter “garantia” de votos para aprovação da 6x1 e votação deve ficar para depois das eleições

Líder do governo no Congresso responsabiliza oposição por desmobilização

Líder do governo no Congresso responsabiliza oposição por desmobilização
Líder do governo no Congresso responsabiliza oposição por desmobilização Foto : Ton Molina / Agência Senado / CP

O líder do Governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 não foi votada no plenário do Senado nesta quarta-feira, porque a base governista não tinha garantia de aprovação da matéria. Segundo o petista, a decisão pelo adiamento da votação foi tomada após questionamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

"Nós consultamos o presidente Davi, e ele fez a seguinte pergunta: "Vocês têm certeza do número de votos?". Nós checamos, nós fizemos a verificação necessária, não tínhamos", disse o parlamentar a jornalistas. De acordo com o líder, hoje havia 53 ou 54 votos para aprovação da PEC. Embora o mínimo necessário seja 49 votos, o governo considerou a vantagem arriscada.

"Coordenadamente, achamos mais prudente ver o momento em que podemos ter os votos necessários para aprovação da proposta de emenda constitucional", relatou.

Oposição responsabilizada por desmobilização

O senador também responsabilizou a oposição por desmobilizar os senadores para que não houvesse quórum necessário no plenário.

"A oposição, lamentavelmente, conseguiu ter sucesso no seu intento de desmobilização. Vocês viram, o senador Flávio Bolsonaro não votou na CCJ. Vocês viram a atuação, sobretudo do senador Rogério Marinho, contrário à aprovação dessa proposta de emenda constitucional", criticou.

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Diante da constatação, Randolfe afirmou que a base se mobiliza para pedir a Alcolumbre que convoque uma sessão extraordinária ainda em setembro, exclusivamente para deliberação da PEC. Caso isso não ocorra, o movimento será pela apreciação entre o primeiro e o segundo turno das eleições.

"Eu posso garantir a vocês o seguinte: nós iremos votar essa proposta de emenda constitucional a qualquer custo, nem que a oposição tenha que pagar o preço, em definitivo, de colocar no painel o seu voto não, até o final de outubro. Eu posso garantir que até o final de outubro, de qualquer forma, essa matéria vai ser votada", frisou o petista.

Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o parecer do senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve o mesmo texto aprovado na Câmara dos Deputados.

A CCJ também aprovou um requerimento apresentado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) que requer um calendário especial para acelerar a tramitação da PEC no plenário.

Pelo regimento interno do Senado, a matéria precisa passar por cinco sessões de discussão antes do primeiro turno de votação e três sessões antes do segundo turno. Além disso, entre as duas rodadas de deliberação, deve haver um intervalo mínimo de cinco dias úteis, o chamado interstício.