Em reunião sobre o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o andamento das obras de recuperação do Rio Grande do Sul após a enchente de 2024. “Não podemos querer que o povo entenda. Como você pode anunciar que vai colocar R$ 6,5 bilhões para atender de forma mais rápida os problemas causados pelas chuvas e dois anos depois, só estamos liberando R$1,5 bilhão. Quero entender se a culpa é da Caixa (Econômica Federal), se a culpa é nossa (governo federal), se é do governo do Estado, dos prefeitos”, indagou.
O governador Eduardo Leite (PSD), que também participava da reunião, rebateu o comentário de Lula. “Acho que não é uma questão de alguém a ser buscada. É uma questão de responsabilidade, são projetos muito grandes, que precisaram ser revistos em virtude da enchente”, comentou o governador, que comparou a dimensão das obras de diques com a transposição do Rio São Francisco.
Lula, além de colocar que as obras têm dimensões diferentes, indicou que não deve liberar novas verbas sem a apresentação dos projetos das obras. “Não estou procurando culpado. Não podemos mais liberar dinheiro se não tiver projeto”, comentou Lula.
A reunião contou com a presença dos prefeitos de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), de Canoas, Airton Souza (PL), e de Eldorado do Sul, Juliana Carvalho (PSD), além da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e do ministro dos Transportes, George Santoro, entre outras autoridades.