Política

Saúde fará busca ativa de apostadores após fim das bets

Ministro enfatizou que já há um trabalho focado na questão, que será ampliado pelo governo federal

Padilha detalhou medidas de apoio à população com fim das bets online
Padilha detalhou medidas de apoio à população com fim das bets online Foto : Ricardo Stuckert / PR / Divulgação CP

Com a proibição das apostas online, anunciada nesta sexta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, o Ministério da Saúde garantiu que ampliará os esforços para identificar apostadores contumazes e oferecer acompanhamento e tratamento nos casos necessários. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, políticas de busca ativa de pessoas com comportamento de jogo problemático já são realizadas desde dezembro de 2025, a partir de dados compartilhados pelos ministérios da Fazenda e da Segurança Pública e pela Receita Federal.

“O Ministério da Saúde é dono do ambiente onde circulam estes dados, o Nuvem Brasil, que é absolutamente protegido e opera seguindo todas as regras da LGPD e todas as regras da ética na saúde que os profissionais têm que seguir”, afirmou Padilha, em coletiva após o anúncio.

Ainda não há detalhes sobre o fluxo de atendimento nem previsão para o início das novas medidas. O ministro afirmou, porém, que a rede do programa Meu SUS Digital e os serviços de teleatendimento poderão ser utilizados para oferecer acompanhamento em saúde mental a pessoas que enfrentarem dificuldades com a mudança nas regras das apostas, além de familiares de apostadores.

Padilha também destacou os impactos das apostas sobre a saúde pública e a economia. Segundo estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) citado pelo ministro, o custo social associado às apostas é estimado em R$ 38,8 bilhões por ano. Desse total, cerca de R$ 17 bilhões estariam relacionados a mortes adicionais por suicídio.