Às 8h desta segunda-feira os portões do Parque de Exposições da Cotrijal, em Não-Me-Toque, se abrem para a 25ª Expodireto, que se estende até a próxima sexta-feira, dia 14. Bancos e cooperativas de crédito valorizam o evento tanto como oportunidade de contratar novas operações quanto de conquistar ou melhorar o relacionamento com clientes. Por isso, apresentam condições diferenciadas para financiamentos e reforçam o atendimento.
O Sicredi, por exemplo, deve reunir cerca de 70 colaboradores para garantir, na Expodireto, sua posição, há dois anos consecutivos, de principal repassador de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para operações de investimento no Estado.
“Vamos levar bastante gente para trabalhar”, diz o presidente da Central Sul/Sudeste do Sicredi, Márcio Port.
Na edição anterior da Expodireto, a cooperativa acumulou R$ 305 milhões em intenções de negócios, que resultaram em 703 financiamentos abertos.
- Maioridade da Feira de Agricultura Familiar na Expodireto
- Expodireto, superando limites há 25 anos
O Cresol, por sua vez, protocolou R$ 67 milhões em propostas na 24ª Expodireto, meta que pretende manter neste ano. O presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri, lembra que a instituição está completando 30 anos de atuação no cooperativismo de crédito.
“Por isso, fazemos questão de estar presente em eventos que valorizam os produtores rurais”, diz.
O Badesul anuncia que disponibilizará condições especiais de financiamento. A instituição contará com taxas de análise de crédito isentas para produtores rurais, cooperativas agroindustriais e cerealistas, e com desconto de 25% para empresários. “Na última edição, em 2024, captamos R$ 722,6 milhões em propostas de financiamento”, ressalta o presidente do Badesul, Claudio Gastal.
“Nesta edição, as linhas de crédito voltadas para irrigação, correção e recuperação de solos serão destaque, porque são fundamentais para proteger a produção e mitigar os impactos das intempéries”, afirma o presidente do Banrisul, Fernando Lemos.
O banco gaúcho oferecerá taxas específicas, com juros a partir de 2,5% ao ano para o pequeno produtor e a partir de 7% ao ano para o médio e grande produtor.
O BRDE oferece R$ 300 milhões para novos financiamentos, quantia acima das operações do ano passado, que somaram R$ 257,5 milhões.
“Mesmo enfrentando uma nova estiagem, acreditamos na força dos produtores, cooperativas e agroindústrias”, frisou o diretor-presidente da instituição, Ranolfo Vieira Júnior.