Expointer

13 compradores de 10 países participaram de rodadas de negócios na Expointer

Programação do Projeto Comprador teve visitas técnicas no Estado

Agendas comerciais foram organizadas a partir do cruzamento entre os produtos de interesse declarados previamente pelos compradores e a oferta das empresas participantes
Agendas comerciais foram organizadas a partir do cruzamento entre os produtos de interesse declarados previamente pelos compradores e a oferta das empresas participantes Foto : Fabiano do Amaral

O Sistema CNA/Senar recebeu um grupo de 13 compradores internacionais, de 10 países, para uma programação de geração de negócios na 49ª Expointer. As rodadas de negócios, que começaram na quinta-feira, foram finalizadas nesta sexta-feira. A iniciativa integra o Projeto Comprador do agroBR, projeto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizado em parceria com a ApexBrasil e o Sebrae, e conta, nesta edição, com o apoio da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), do Sebrae Rio Grande do Sul e do Senar-RS.

Na oportunidade, 48 fornecedores – produtores rurais e agroindústrias – de vários municípios gaúchos puderam apresentar suas produções com o objetivo de conquistar novos clientes ou ampliar as exportações para o mercado internacional. O objetivo do Projeto Comprador é ampliar o acesso de pequenos e médios produtores rurais e agroindústrias brasileiras ao mercado internacional, prospectando compradores estrangeiros e promovendo uma aproximação comercial direta entre eles e empresas e produtores do país.

Pelo segundo ano consecutivo a rodada de negócios ocorre na Expointer. A delegação internacional reuniu compradores da Argentina, Catar, Canadá, Chile, China, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Peru, Reino Unido e Tailândia . A China teve a maior representação, com cinco compradores de Xangai, reflexo da missão comercial que o agroBR realizou no país em maio. O Canadá tinha dois compradores.

Os demais tinham apenas um representante dos centros comerciais internacionais. Entre os setores e produtos de interesse dos compradores estavam frutas frescas e processadas, mel, azeites, castanhas e nozes, bebidas, sucos, vinhos e destilados, chocolates, lácteos, erva-mate, especiarias e outros alimentos e produtos do agronegócio brasileiro.

Cachaçaria quer conquistar novos mercados

O engenheiro de alimentos Matheus Ismael Menegotto, diretor comercial da Cachaçaria Casa Bucco, de Bento Gonçalves, participou das rodadas de negócios com a intenção de conquistar novas mercados. “Além do Brasil, nossos produtos já estão presentes na Coreia, nos Estados Unidos e no México, mas desejamos expandir as exportações”, afirmou. Depois de um encontro com o representante chinês, e se reuniu com o diretor-presidente da Gaya Ecotrade Ltda, Gabriel Ache Gaya, que reside em Londres e representou compradores da Escócia, Inglaterra, Irlanda, País de Gales e Reino Unido no evento.

"Nossa cachaça é compatível com um bom whisky ou com um bom conhaque”, comparou. Embora não conhecesse a marca, Gaya mostrou-se interessado já que Menegotto abriu a possibilidade produzir marcas próprias para clientes que porventura desejem estampar seus rótulos nas garrafas. “Também produzimos licores”, frisou. Gaya revelou que, anualmente, comercializa “dois cointêres” de cachaça no mercado internacional, o que representa 20 mil garrafas da bebida. Sua intenção é prospectar mercado para o empreendimento de Menegotto em restaurantes e casas noturnas. “A intenção é encontrar compradores e fidelizar clientes”, afirmou.

Potenciais importadores

A programação foi estruturada para dar aos compradores uma visão ampla da capacidade produtiva e comercial do agronegócio brasileiro. Além das rodadas de negócios durante a Expointer, a delegação participou de visitas técnicas a propriedades rurais, agroindústrias e empresas do Rio Grande do Sul, com atividades em diferentes regiões do Estado, entre elas Porto Alegre, Esteio e Bento Gonçalves. “A iniciativa permite que os potenciais importadores conheçam não apenas os produtos, mas também sua origem, os processos produtivos e as empresas responsáveis pela oferta”, salientou o assessor de relações internacionais da Farsul, Renan dos Santos.

Segundo ele, a realização da ação durante a Expointer reforça o papel da feira como espaço de promoção comercial internacional e cria oportunidades para que empresas que ainda estão construindo presença no exterior estabeleçam contato direto com compradores de diferentes mercados. Segundo ele, ter um bom produto não é suficiente sem o acesso direto ao comprador certo. "Não basta ter um excelente produto. Para exportar, é preciso colocar o produto diante do comprador certo. É justamente esta ponte que oportunizamos para as empresas do agroBR", frisou."

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