Expointer

Dirigente da pecuária ressalta a boa participação dos segmentos leiteiro e de corte na Expointer 2026

Marcos Tang, presidente da Febrac e da Gadolando, considerou ‘muito positiva’ a 49ª edição, que termina neste domingo

Marcos Tang (esq.) com o diretor-presidente do Correio do Povo, Marcelo Dantas
Marcos Tang (esq.) com o diretor-presidente do Correio do Povo, Marcelo Dantas Foto : Mauro Schaefer

O presidente da federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) e também da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, avaliou como “muito positiva” a Expointer 2026, tanto para o segmento leiteiro como para gado de corte.

Tang analisou a edição 49 da Expointer ao visitar a Casa do Correio do Povo na Expointer, na manhã deste sábado, 5.

“Porque o leite, como o gado holandês, vem sofrendo nos últimos quatro anos com estiagem, enchente, mas está numa estabilidade de preço e até, eu diria assim, não fosse o passado recente, o nosso produtor estaria numa (situação) estável”, considerou.

“Então, temos até programas de autoestima para esse nosso produtor que ficou (na atividade), e ele é muito profissional, o que ficou. É tudo na ponta da caneta”, acrescentou.

“E o que ele trouxe para nós (na feira) em vacas, tanto na produção como em pista, é maravilhoso. Então, assim, altamente satisfeito.”

Carne em alta

“A carne está em alta, embora um embargozinho aqui e ali, que tem muita motivação comercial, mas a carne, em suma, está em alta, haja vista a grande e maciça presença dos bovinos de corte e maravilhosos em pista”, acrescentou.

“Então, como presidente da Febrac, da ovelha ao búfalo, eu digo assim: as pistas de Esteio mostraram o quão evoluídos estamos geneticamente em praticamente todas as raças. Os exemplares aqui expostos são os melhores da região, do Estado, do país e, em muitas raças, sem medo de errar, os melhores do mundo.”

“A Expointer não é um palco de muitos leilões, haja vista que, por exemplo, no gado leiteiro não fizemos leilões — talvez pensemos para fazer na Fenasul —, mas certamente é o melhor palco de diálogo, contatos, e que continuam depois em casa, as fazendas, as propriedades, as cabanhas, as granjas, com seus contatos feitos, muitas vezes fazendo intercâmbios, negociações muito importantes”, esclareceu Tang.

“A maioria dos produtores que tu fala diz: 'Ah, conheci na Expointer passada, viramos amigos e estamos negociando e trocamos genética'. Então, aqui é o grande palco da exposição, como diz o nome, que não deixa de ser um marketing."

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