Expointer

Empresa desenvolve tecnologias adaptadas às condições gaúchas

Bayer mantém no Estado duas unidades de pesquisa e inovação para atender às realidades locais da produção agrícola, destaca diretora na Expointer 2026

Francila: tecnologias adaptadas a inovações que atendam à realidade do Rio Grande do Sul em clima e solo
Francila: tecnologias adaptadas a inovações que atendam à realidade do Rio Grande do Sul em clima e solo Foto : Fabiano do Amaral

Inovações e tecnologias apropriadas para a realidade e necessidades do ambiente de produção do Rio Grande do Sul podem ser fundamentais para evitar ou ao menos mitigar os efeitos climáticos que têm provocado perdas nas produções das lavouras.

Para tanto, a Bayer mantém no Estado duas unidades de pesquisa, que desenvolvem técnicas e tecnologias objetivas para o clima e o solo em que é praticada a agricultura gaúcha, explicou Francila Calica, diretora de Assuntos Agrícolas e Sustentabilidade da Bayer para a América Latina, em visita à Casa do Correio do Povo na Expointer.

"Tem um ponto importante quando discutimos crise, como é que saímos de uma crise, de uma situação difícil, que é pensar em inovação", lembrou Francila. "Como ajudamos colocando inovação na mão do agricultor, para que ele possa controlar, que consiga controlar dentro da porteira", acrescentou.

"Nesse ponto, a Bayer tem duas estações de desenvolvimento e pesquisa no Rio Grande do Sul, em Não Me Toque em Coxilha, em que desenvolve tecnologias pensadas para a situação do Rio Grande do Sul. E inclusive tecnologias pensando em eventos extremos climáticos", esclareceu.

A diretora afirmou que no ano passado a empresa promoveu uma pesquisa em dez países para entender se mudanças climáticas já estavam afetando de forma muito drástica a rentabilidade dos agricultores.

"De cada dez agricultores entrevistados, sete disseram que nos últimos três anos tiveram as rentabilidades afetadas de forma muito dura por eventos climáticos extremos, que nunca tinham visto acontecer. Então, essa é uma realidade dada para a agricultura do mundo, eventos climáticos vão ser cada vez mais frequentes", advertiu.

Neste contexto, as pesquisas da empresa no Estado se dedicam ao desenvolvimento de variedades e biotecnologias em soja, milho e produtos de proteção de cultivos adaptadas a inovações que atendam à realidade do Rio Grande do Sul em clima e solo.

"E quando falamos de Rio Grande do Sul, (o Estado) tem necessidades muito específicas, que talvez sejam um dos estados mais suscetíveis às mudanças climáticas que a gente tem no país", avaliou.

"Então, o desafio do nosso time de pesquisa aqui no Rio Grande do Sul é pensar como é que entregamos para o agricultor ferramentas que atendam ele de fato, com a necessidade que ele tem aqui no Estado. Que não é a mesma necessidade que tem um estado vizinho, por exemplo."

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