Expointer

Federasul premia destaques do agronegócio na Expointer

Durante o evento, o CEO da PH Advisory Group, Paulo Herrmann, palestrou sobre o desafio do agronegócio brasileiro na gestão de riscos

CEO da PH Advisory Group, Paulo Herrmann, e presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa
CEO da PH Advisory Group, Paulo Herrmann, e presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa Foto : Camila Cunha

A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) realizou, nesta quarta-feira, a cerimônia de premiação do 14º Prêmio Vencedores do Agronegócio, do 10º Prêmio Elas no Agro e o 2º Jovem no Agro, destacando projetos inovadores e empreendimentos de sucesso no setor agropecuário. A solenidade ocorreu na Casa da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

As premiações ocorrem anualmente na Expointer, um dos maiores eventos do agronegócio no país. De acordo com o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, a premiação reconhece iniciativas que fazem a diferença em diversas etapas da cadeia produtiva do agronegócio, desde a implementação de tecnologias e inovações até o fortalecimento das práticas ESG (Environmental, Social and Governance), além de destacar a participação feminina e a dos jovens no agro (a nova categoria desta edição).

"Estamos sendo chamados a entregar esperança para nossos filhos e assumir a responsabilidade pelo futuro do Rio Grande do Sul e do Brasil”, frisou Costa. “É preciso que o Rio Grande do Sul volte a ser grande e que o Brasil volte a ocupar o lugar que lhe pertence no mundo”, acrescentou. Igualmente elogiou a capacidade de superação e resiliência dos produtores gaúchos que superaram obstáculos e cenários sombrios com criatividade.

“A premiação é o reconhecimento à dedicação dos produtores que enfrentaram eventos climáticos extremos e incertezas no campo político sem contar com apoio ou estímulos governamentais”, argumentou.

Durante o evento, o CEO da PH Advisory Group, Paulo Herrmann, palestrou sobre o desafio do agro brasileiro na gestão de riscos ou crise. Para ele, um dos principais desafios do agronegócio brasileiro é superar a chamada “cultura da emergência”. “Historicamente, boa parte das respostas às grandes perdas ocorre depois que o problema já está instalado, por meio de renegociação de dívidas, crédito emergencial e programas de apoio”, disse.

Clima e mercados

Herrmann acredita, entretanto, que a nova realidade exige antecipação. Isso significa combinar seguro, crédito, tecnologia, infraestrutura, planejamento financeiro e políticas públicas em uma estratégia permanente de prevenção. “O desafio não é eliminar os riscos, algo impossível em uma atividade diretamente dependente do clima e dos mercados, mas reduzir sua capacidade de provocar crises. No agronegócio do futuro, portanto, a pergunta não será apenas quanto o produtor consegue produzir, mas também o quanto está preparado para perder sem comprometer a continuidade do negócio”, assegurou.

Hermann defendeu ainda que a capacidade de antecipar cenários, proteger investimentos e construir resiliência tende a se tornar tão importante quanto produtividade e competitividade. “ um dos setores mais estratégicos da economia brasileira, administrar riscos antes que eles se transformem em crises pode ser a próxima grande fronteira de eficiência”. No mercado internacional defendeu a diversificação dos compradores dos produtos brasileiros. “Exportar para diferentes países reduz os riscos”, argumentou.

Premiados

  • Antes da Porteira - American Nutrients do Brasil (Teutônia)
  • Dentro da Porteira - Lácteos Vacaria (Vacaria)
  • Depois da Porteira - Sicredi Conexão (Frederico Westphalen)
  • ESG - CIC Caxias do Sul (Caxias do Sul)
  • Jovem Agro - Lucas Bauer / Du Organics (Nova Petrópolis)
  • Elas no Agro - Fabiane Kuhn - Raks Tecnologia Agrícola (Novo Hamburgo)

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