Expointer

Fenasoja recebe na Expointer 2026 certificado da ONU que reconhece neutralização de emissões

Selo Carbono Neutro, entregue pela CRVR, oficializa a compensação das emissões de gases de efeito estufa geradas durante a feira de Santa Rosa

Na foto, Fabiano Soltis, presidente da Fenasoja (àsq.); Isa Osterkamp, secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura do RS, e Leomyr Girondi (à dir.), diretor-presidente da CRVR
Na foto, Fabiano Soltis, presidente da Fenasoja (àsq.); Isa Osterkamp, secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura do RS, e Leomyr Girondi (à dir.), diretor-presidente da CRVR Foto : Divulgação / CP

A Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR) entregou oficialmente, durante a 49ª Expointer, o certificado da Organização das Nações Unidas (ONU) que reconhece a neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas pela Fenasoja 2026, realizada de 1º a 10 de maio, em Santa Rosa/RS.

O selo Carbono Neutro foi recebido pelo presidente da feira, Fabiano Soltis, no dia 4 de setembro, às 16h, na Arena governo RS.

Para calcular as emissões da Fenasoja, a CRVR utilizou a metodologia GHG Protocol, considerado um dos principais padrões internacionais para contabilização e elaboração de inventários de gases de efeito estufa. O levantamento considerou três categorias principais de emissões: infraestrutura, deslocamento terrestre e resíduos.

Ao todo, a Fenasoja gerou 40.861 quilos de CO₂, incluindo a montagem e desmontagem da estrutura e os dez dias do evento, que recebeu mais de 387 mil pessoas. Do total contabilizado, 3.673 kg de CO₂ foram provenientes da infraestrutura; 859 kg, do deslocamento terrestre; e 36.535 kg, da geração de resíduos.

Para retirar da atmosfera esse volume de emissões, seriam necessárias aproximadamente 2.050 árvores nativas crescendo e absorvendo carbono durante um ano, considerando uma média de 20 kg de CO₂ absorvidos por árvore anualmente.

A neutralização foi realizada por meio da compensação de 41 créditos de carbono, gerados pela CRVR a partir da gestão ambientalmente adequada de resíduos sólidos urbanos. A quantidade equivale ao lixo residencial produzido por cerca de 40 mil pessoas durante um dia.

"Ao utilizar créditos gerados a partir da própria valorização dos resíduos, estamos conectando gestão adequada do lixo, redução de emissões e geração de ativos ambientais. É uma demonstração prática de que a economia circular e a descarbonização podem caminhar juntas”, afirma o diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi.

O presidente da Fenasoja 2028, Fabiano Soltis, destaca o pioneirismo da feira na neutralização voluntária de emissões.

“A parceria com a CRVR foi vital para mensurarmos nossa logística e geração de resíduos. Estar na ExpoInter sendo agraciados com este certificado demonstra que a Fenasoja, assim como ajudou a desenvolver a sojicultura no Brasil, agora assume o protagonismo na discussão sobre a neutralização de gases de efeito estufa em eventos”, pontua Soltis. “Sentimo-nos honrados em participar dessa construção”.

A entrega do selo Carbono Neutro à Fenasoja ocorreu após o painel Combustíveis de Baixo Carbono: Biogás, Biometano e Gás Natural, realizado em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema).

A iniciativa amplia o debate sobre estratégias de descarbonização e mostra, na prática, como grandes eventos podem mensurar seus impactos ambientais e adotar mecanismos para neutralizá-los.

A Expointer deste ano também terá suas emissões compensadas com créditos de carbono doados pela CRVR.

Para Leomyr Girondi, o interesse pelo tema gerado durante a Fenasoja e a Expointer é um convite para repensarmos nossos hábitos.

“Precisamos evoluir em nossa percepção sobre o impacto de nossas escolhas. Optar pelo transporte coletivo em vez de deslocamentos individuais, preferir veículos elétricos ou o uso de biocombustíveis são ações que reduzem drasticamente a nossa pegada ecológica”, destaca.

“Escolher as feiras como fórum para despertar essa curiosidade foi a forma encontrada pela CRVR para contribuir na mudança dessa realidade, especialmente em um momento em que o aquecimento global se tornou um desafio urgente e concreto, e não algo abstrato”, conclui Girondi.

Sobre a CRVR

Referência no tratamento e valorização de resíduos no Rio Grande do Sul, a CRVR integra o grupo Solví e atende mais de 8,5 milhões de gaúchos. A empresa gera mais de 570 mil créditos de carbono por ano a partir da destruição do metano, na produção de energia elétrica com biogás e na fabricação de biometano — combustível renovável que substitui o gás de origem fóssil em residências, veículos e indústrias. Atualmente, a CRVR opera unidades em Minas do Leão, São Leopoldo, Santa Maria, Victor Graeff, Giruá e Capela de Santana, além de um transbordo em Tramandaí.

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