A cor e o formato saltam aos olhos e é impossível desviar. Na Expointer 2026, há outras atrações além dos animais, das máquinas agrícolas e dos negócios: são as frutas exóticas, que chamam a atenção de visitantes que passeiam pelo Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e formam filas em frente à banca localizada em frente ao pavilhão da Agricultura Familiar.
Entre os alimentos comercializados que mais chamam atenção, está a pitaya da Colômbia. Ela possui uma casca amarela coberta de pequenos espinhos. Por dentro, a polpa é branca e contém sementes pretas. A fruta é recomendada para o controle da diabetes e do colesterol.
Outra fruta que atrai olhares é o mangostão (ou mangostim). Por fora, uma casca roxa e dura; por dentro, gomos brancos semelhantes a um dente de alho. O sabor é doce, mas levemente ácido. Conhecido como "rainha das frutas", ficou famoso na Inglaterra por ser associado à realeza. É também batizado de "fruta da Rainha Elizabeth", por ter sido a preferida dela. O alimento é rico em vitamina C, e fortalece a imunidade.
E uma fruta que tem gosto de leite condensado? A Chirimoia é originária das regiões andinas do Equador, da Bolívia e do Peru, mas também cultivada como fruteira nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. A fruta é rica em fibras, antioxidantes e vitaminas (C e complexo B).
Há, também, o abacaxi gomo-de-mel, que é em gomos. O gosto é suculento e tem baixa acidez, chegando a ser doce.
São mais de 30 variedades de frutas presentes na banca, chamada Vila das Frutas Exóticas. O negócio também comercializa doces: são mais de 100 diferentes. Erick Menezes, de 23 anos, está à frente do negócio familiar, seguindo o legado do seu pai. A empresa, localizada na zona Norte do município de São Paulo, participa pela quarta vez da Expointer. A expansão das vendas começou assim, inclusive: depois da frequência da participação em feiras espalhadas pelo Brasil.
O inusitado, conta ele, está no momento em que as pessoas chegam à banca acreditando que conhecem a fruta. Mas, ao provarem, descobrem que não. “Por serem diferentes, sai um pouco do padrão da festa, que é o couro e o churrasco”.
Erick revelou que não há uma procura específica, já que as frutas costumam ser desconhecidas pelo público.
“O pessoal não tem muito conhecimento. Fica a dúvida: será que é bom, será que não é? A gente dá a degustação, o pessoal prova, gosta e já leva”, resume.
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