O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) entregou a 184 produtores o Selo Ambiental da Lavoura de Arroz Irrigado. A distinção reconhece produtores e empreendimentos pelos manejos de lavouras que estejam em conformidade com a legislação ambiental, valorizando o comprometimento da orizicultura gaúcha com práticas sustentáveis. Uma cerimônia realizada na Expointer nesta terça-feira oficializou a entrega dos selos aos contemplados.
O que é o selo ambiental
A iniciativa, lançada pelo Irga há 18 anos, divide o reconhecimento em dois níveis de certificação: os selos Ouro e Prata. Para obtê-los, os produtores precisam cumprir processos rigorosos que acompanham todo o ciclo produtivo, do planejamento à pós-colheita. A avaliação é feita por meio de vistorias técnicas na propriedade e pela análise de documentação.
Os critérios técnicos e ambientais envolvem boas práticas agrícolas, relação de máquinas e implementos, higiene e organização, aplicação de defensivos, manejo de pragas, registro de fertilizantes e corretivos, uso racional e qualidade da água, gestão de resíduos, entre outros fatores.
Um dos contemplados com o selo Ouro foi Werner Arns, diretor-presidente do Grupo Arns, de Uruguaiana. Ele recebe o reconhecimento desde a sua origem. “A adesão ao Selo Ambiental é indispensável dentro da nossa empresa, porque é do maior interesse dos produtores rurais que se preserve o meio ambiente. Trabalhamos com arroz desde os anos 1970 e sempre priorizamos um uso eficiente da terra, boas práticas de manejo e conservação ambiental”, enfatizou.
Responsabilidade socioambiental
O presidente do Irga, Alexandre Azevedo Velho, parabenizou os produtores e empreendimentos e destacou a responsabilidade socioambiental dos produtores. O dirigente ainda ressaltou a importância de que o setor seja contemplado com o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mecanismo que remunera produtores, comunidades e cidadãos por ações voluntárias de preservação, conservação ou recuperação de ecossistemas.
“Temos consciência ambiental, e a nossa lavoura é um exemplo a ser seguido de sustentabilidade e consciência ambiental. Nós, produtores e produtoras, somos os maiores interessados na defesa do meio ambiente. Não vamos abrir mão deste reconhecimento, porque quem preserva e quem faz uso racional dos recursos naturais tem direito também de ter este retorno”, destacou.
Os selos reconhecidos são das regiões Central, Campanha, Planície Costeira Externa e Interna, Sul e Fronteira Oeste.
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