Técnicos da Emater-RS/Ascar, representantes do Iclei América do Sul e produtores rurais realizam, nesta quinta-feira, uma série de oficinas durante a Expointer 2026, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, voltadas ao aprimoramento da primeira edição do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil, cuja coleta de dados geral está prevista para encerrar em novembro deste ano, e o lançamento no mês seguinte. O Iclei foi contratado junto ao governo do Estado para a elaboração do documento.
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Na Expointer, os técnicos buscam ouvir as necessidades do setor rural, também duramente afetado após a série de tragédias climáticas entre 2023 e 2024 no Rio Grande do Sul, tanto no aspecto social, quanto na produção agrária em si. Este encontro ocorreu no Hub Agro, da Universidade Feevale. “Houve um abalo muito grande para estes produtores, especialmente da agricultura familiar, porque estes viram as coisas se perdendo e não puderam fazer muito. Este gatilho psicológico é acompanhado por nós com acolhida”, disse o diretor técnico da Emater-RS/Ascar, Mateus Soares da Rocha.
“Ainda, houve muitos milhões de hectares que precisam passar novamente por uma recuperação, e, dentro do nosso programa Operação Terra Forte, conseguimos falar sobre resiliência e melhoria de manejo para 15 mil famílias”, acrescentou. Portanto, na visão dos representantes, a Emater-RS/Ascar consegue dar a capilaridade que, eventualmente, os demais entes não conseguem, já que a entidade está presente em todos os 497 municípios gaúchos.
O consultor associado do Iclei América do Sul, Christian Lemos, observou que estas oficinas seguem um canal de diálogo iniciado no Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, em junho, em Porto Alegre, que reuniu oficinas com representantes de mais de 60% das Defesas Civis Municipais. Além deste encontro no Hub Agro, pesquisadores do Iclei estão percorrendo o Pavilhão da Agricultura Familiar para, segundo Lemos, captar suas percepções e dores.
O questionário teve perguntas elaboradas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), responsável por estruturar o eixo de comunicação social do plano geral. “Dentro da metodologia de construção do plano tem muita participação. Por mais que a densidade demográfica maior esteja dentro da cidade, a importância do meio rural em um plano estadual precisam estar contempladas e construídas de forma coletiva”, salientou o consultor.