O movimento é intenso no penúltimo dia da Expointer 2026. Neste sábado, o tempo médio de deslocamento de carro entre o Centro Histórico de Porto Alegre e o o Parque de Exposições Assis Brasil é, de aproximadamente uma hora, pela BR 448. É necessário, porém, quase o mesmo tempo de espera para conseguir ingressar nos portões e acessar as áreas de estacionamento. Entre os dias 29 de agosto e 4 de setembro, 638.129 pessoas prestigiaram a feira, sendo 109.961 na sexta-feira. Nos nove dias do evento, em 2025, foram contabilizados 1.010.020 visitantes.
A feira atrai grande fluxo de visitantes, caravanas e autoridades, além de empreendedores focados em agendas do agronegócio e desenvolvimento agrário. Há também os que marcam presença justamente com a intenção exclusiva de prestigiar o evento, como a microempresária Virgína Lessa, moradora da zona Sul da Capital. “Vamos passar o feriadão no Litoral Norte, mas antes de seguirmos para lá, resolvemos dar uma passadinha na Expointer”, afirmou.
Virgínia esta acompanhada dos familiares e ficou “incomodada” com a lentidão do trânsito. “Foi difícil acessar o parque, mas mais difícil foi encontrar um espaço para estacionar o carro”, comparou. A família pretendia visitar os pavilhões dos animais, almoçar e comprar produtos coloniais antes de seguir para a orla gaúcha. Os 509 expositores do Pavilhão da Agricultura Familiar, vindos de mais de 216 municípios do Rio Grande do Sul, festejaram o movimento.
A aposentada Leonilda Soares de Macedo, residente no Vale do Sinos, era um misto de alegria e indecisão. “Não sabia o que comprar. Acabou que levarei para casa três sacolas recheadas de queijos, pães, doces e geleias”, confidenciou, antes de seguir para a árrea de estacionamento para deixar as compras no carro. Ela pretende permanecer no parque até o final da tarde,
Xodó das crianças
Nos pavilhões que abrigam os animais, a presença do público é contínua. Mas era nas proximidades do Pavilhão dos Ovinos que era possível escutar o burburinho da criançada, encantadas com “as queridinhas” da Expointer. “Elas são peludas e fofinhas”, atestou Maria Fidélis, de oito anos, que estava acompanhada da mãe, a empreendedora Juliana Fidélis. A menina ficou encantada com o macho Gasparetto 880, da raça Ile de France, de um ano e três meses. O animal, que conquistou o título de vice-campeão da categoria na Expointer 2026, dormia e parecia não estar incomodado com a movimentação.
A garota informou, ainda, ter um cobertor e um tapete confeccionados com pelos de ovelha. “São relíquias que fazem parte da minha história de vida. Me criei em meio a rebanhos de ovelhas e o tapete e o cobertor foram confeccionados por minha bisavó Alice Fidélis, já falecida”, revelou Juliana. Alex Gasparetto, proprietário da Cabanha São Roque, de Flores da Cunha, é dono do vice-campeão que encantou Maria.
Admitiu, porém, que as ovelhas ficam um pouco estressadas com o confinamento e com o alvoroço dos pequenos visitantes. "Não há como evitar que acariciem os animais. O contato faz parte do jogo”, disse Gasparetto, que pretende deixar o parque a partir das 20h deste domingo. “Na segunda-feira estarão soltas no campo me olhando com olhar de desconfiança”.
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