Reabriu parcialmente nesta segunda-feira, depois de 128 dias fechado devido às enchentes, o Centro de Saúde Santa Marta, na rua Capitão Montanha, número 27, no Centro Histórico de Porto Alegre. Referência para mais de 100 mil usuários da área central e parte do 4º Distrito, o local funciona por enquanto das 7h às 19h. Os elevadores seguem interditados, porém pessoas que não podem ser referenciadas para outro serviço, assim como com dificuldades de locomoção, estão sendo atendidas em um espaço à parte no térreo.
Já parte da Clínica da Família está no quarto andar do edifício. A Farmácia Distrital do Santa Marta também já está funcionando novamente, das 8h às 17h. “Estamos entrando em obras para, em breve, em um espaço de 120 dias, retomarmos com os serviços na sua plenitude”, afirmou a diretora de Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Vânia Frantz. Na manhã desta segunda, técnicos da Procempa seguiam no local para consertar fiações e fazer os últimos testes em sistemas como de dispensação de senhas.
“Este momento é de satisfação, e até um pouco de emoção. Estivemos aqui no dia 3 de maio, subindo itens para outros andares e boa parte do mobiliário, e retornamos agora. Sabemos o quando acompanhamos passo a passo deste processo. Gostaríamos de ter levado menos tempo, mas sabemos que a cidade toda foi demandada”, prosseguiu ela, acrescentando que serviços como a retomada da subestação de energia do prédio levaram mais tempo, pois as empresas não apresentaram condições técnicas para fazê-la em tempo hábil.
Centro de Saúde Santa Marta reabre após 128 dias
O Santa Marta é referência também para mais de 20 especialidades, como Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), tuberculose, entre outras áreas clínicas. Algumas delas, como fisiatria, nutricionista, reumatologia, dermatologia, neurologia, oftalmologia, entre outros, retornam nas próximas semanas. Ainda conforme a diretora, muitos medicamentos foram descartados, não porque inundaram, mas devido à umidade no prédio, o que não ocorreu com as vacinas. “Não perdemos uma dose na cidade toda. Temos um bom contingenciamento em relação a isto”, resumiu ela.
O professor Felipe Alves, morador do bairro Santana, realiza tratamento médico no local, mas precisou mudar devido ao fechamento do espaço. Ele voltou a ser atendido no Santa Marta desta segunda e declarou ter aprovado. “Está muito bom, é a casa destes funcionários. Eles se sentem mais confortáveis trabalhando no espaço deles. A gente se sente mais à vontade também. Não pretendo trocar”, comentou ele.
Questionada sobre as demais unidades da Capital afetados pelas cheias, Vânia disse que, na Ilha Grande dos Marinheiros, o prédio foi perdido e será demolido. Já na Ilha da Pintada, parte das obras já está concluída, com o apoio da Marinha. Falta no momento a recuperação da parte elétrica. Nos bairros Sarandi e Humaitá, as unidades estão em diferentes estágios de retomada. “Estamos estudando a possibilidade de unidades resilientes, que, podem, por exemplo, ser postos móveis. No momento em que a água sobe, elas podem ser retiradas deste espaço”, resumiu a diretora.