Saúde

Cresce o número de focos do mosquito aedes aegypti em Rio Grande

Segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta semana, o número de focos chega a 154 na cidade

A dificuldade de acesso as residências está preocupando as autoridades, pois compromete o combate ao mosquito
A dificuldade de acesso as residências está preocupando as autoridades, pois compromete o combate ao mosquito Foto : Richard Furtado / Prefeitura de Rio Grande/ CP

Segue crescendo o número de focos do mosquito da dengue em Rio Grande. Conforme dados do boletim epidemiológico divulgado pelo município, nesta semana foram identificados 26 novos focos de aedes aegypti, totalizando 154 desde o início de 2026. A maioria dos focos (36) estão localizados no Distrito Industrial, seguido do Centro com 35Uma das preocupações das autoridades em saúde é dificuldade de acesso às residências.

Casas fechadas, imóveis desocupados e a recusa de moradores em receber os agentes de combate às endemias têm impactado diretamente as ações de prevenção e controle. Para a superintendente da Vigilância em Saúde, Michele Meneses, esse aumento está diretamente ligado à resistência enfrentada pelas equipes no dia a dia. "Há moradores que não permitem o acompanhamento das armadilhas e até pedem a retirada delas, o que prejudica o monitoramento. Além disso, muitas casas estão fechadas, principalmente em regiões como o Centro e a Cidade Nova, que acabam se tornando possíveis criadouros", exemplifica.

A situação se agrava porque, mesmo com o uso de armadilhas como ovitrampas e Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), a entrada dos agentes nas residências é fundamental para identificar e eliminar focos que não são visíveis externamente. Os imóveis fechados são de responsabilidade de seus proprietários. Por isto, é importante que pátio, caixas d' água, ralos e piscinas sejam verificados.

Até o momento, não há casos confirmados de dengue no município. Dos 28 casos suspeitos, 26 já foram descartados e dois seguem em análise. No Rio Grande do Sul, os casos confirmados também aumentaram, chegando a 257 nesta semana. A Vigilância disponibiliza o número (53) 32337289 (somente WhatsApp) para denúncias e agendamentos de visitas.

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