O balanço da epidemia de sarampo declarada em março em Bangladesh, uma das mais letais da história do país, ultrapassou nesta quarta-feira (9) a marca simbólica de 1.000 mortos, informaram as autoridades.
A epidemia evidenciou as deficiências do sistema de prevenção de doenças infantis, afetado pela desorganização dos serviços estatais após a queda da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina em 2024.
Segundo as estatísticas divulgadas pela Direção Geral de Serviços de Saúde, a doença provocou a morte de 1.002 crianças, de um total de 187.484 casos registrados.
O porta-voz da Direção Geral, Zahid Raihan, afirmou que mais de 18 milhões de crianças foram vacinadas nas campanhas de imunização de emergência lançadas pelo governo nos últimos meses.
- SP confirma três novos casos de sarampo e total chega a 26
- Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil
- EUA registra recorde de casos de sarampo em 35 anos
"Infelizmente, não conseguimos alcançar a imunidade coletiva", lamentou Raihan. "O sarampo não pode ser erradicado e o objetivo era reduzir o número de vítimas. Vamos continuar vacinando nossos filhos", disse.
Segundo os serviços de saúde, quase 4 milhões de crianças não participaram das campanhas de vacinação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o sarampo uma das doenças mais contagiosas e calcula que provoque quase 95.000 mortes por ano, principalmente entre crianças menores de cinco anos não vacinadas.