Em Passo Fundo, no Norte do Estado, chega a 26,3% o número de faltas em consultas e exames na rede pública de saúde. Segundo os dados da secretaria municipal de Saúde, em dezembro, foram ofertadas 22.231 consultas. Destas 5.849 não tiveram o comparecimento dos pacientes. Na prática, isso significa profissionais ociosos em alguns momentos, enquanto outras pessoas aguardam por semanas ou até meses por uma vaga. Em algumas especialidades, os índices são ainda mais elevados, como na bucomaxilofacial, com mais de 58% de faltas, e nutrição, que se aproxima de 40%.
O impacto é direto também no volume de atendimentos realizados pelo município. Somente na atenção primária, Passo Fundo contabilizou mais de 376 mil atendimentos médicos em 2025, o que reforça a alta demanda e a importância de aproveitar cada vaga disponível. A secretária adjunta de Saúde do município, Caroline Gosch, explica que o problema vai além da ausência individual e afeta toda a rede.
"Quando um paciente não comparece e não avisa com antecedência, aquela vaga deixa de ser aproveitada por outra pessoa que está aguardando, muitas vezes há semanas ou até meses. Isso aumenta o tempo de espera e dificulta o acesso de quem realmente precisa do atendimento", lamenta.
As faltas também comprometem o planejamento das equipes e a eficiência dos serviços. A orientação da Secretaria de Saúde é de que caso o paciente não possa comparecer, é fundamental avisar a unidade com antecedência. A atitude permite que a vaga seja redistribuída e contribui para um sistema mais ágil e eficiente.