Saúde

Fechamento temporário da UTI Neonatal do Fêmina não impacta lotação em outros hospitais de Porto Alegre, diz Saúde

Presença de bactéria causou interrupção dos serviços, enquanto em cinco hospitais, ocupação estava em 107% nesta quinta

Hospital Fêmina tem UTI Neonatal fechada temporariamente
Hospital Fêmina tem UTI Neonatal fechada temporariamente Foto : Camila Cunha

O fechamento temporário da UTI Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, devido à presença da bactéria Acinetobacter baumannii, multirresistente sensível a antibióticos, não impacta até o momento a situação de outras UTIs neonatais da Capital, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Esta bactéria causou a morte de um bebê prematuro, cuja mãe tinha 26 semanas de gestação e parto considerado de alto risco. Outras três crianças também positivaram para o agente infeccioso, e seus estados de saúde, segundo nota divulgada pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), mantenedor do Fêmina, seguem considerados estáveis e estão isolados. O GHC negou que a bactéria seja pan-resistente, e disse que os antibióticos passaram a ser usados para o tratamento e combate imediatos.

De acordo com o dashboard de ocupação dos leitos nos cinco hospitais com o serviço na Capital, na manhã desta quinta-feira o percentual de lotação nestas UTIs neonatais estava em uma média de 107%, com 90 pacientes internados em 84 leitos operacionais. No próprio Fêmina, além dos sete aparecendo como bloqueados, havia cinco pacientes em três operacionais, e lotação de 167%. No Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), havia 22 pacientes internados para 20 leitos em operação, ou UTI neonatal 110% ocupada.

No Nossa Senhora da Conceição (HNSC), também do GHC, a ocupação era de 100%, com todos os 26 leitos ocupados, embora outros quatro constavam na listagem como bloqueados. Já na Santa Casa de Misericórdia, a lotação era de 133%, com 20 leitos ocupados para 15 operacionais. A situação constava como mais tranquila apenas no Hospital de Clínicas (HCPA), com ocupação de 85%, apresentando 17 ocupados em 20 leitos operacionais.

Procurado nesta quinta para atualizações, o GHC manteve as informações já divulgadas no final da tarde da quarta, dizendo que “as equipes clínica e de enfermagem do Hospital Fêmina vêm atuando de forma diligente, garantindo que nenhum paciente internado ou gestante que tenha buscado o hospital fiquem sem atendimento ou expostos a situações de risco”.

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