Saúde

Gripe, rinovírus e VSR puxam alta de casos de síndrome respiratória grave

Boletim da Fiocruz indica que 22 estados estão em alerta ou risco devido ao aumento das hospitalizações por vírus respiratórios

Vacinação contra a gripe para grupos prioritários começa dia 30 em Porto Alegre
Vacinação contra a gripe para grupos prioritários começa dia 30 em Porto Alegre Foto : Tony Winston / Agência Brasília / CP

O aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil, impulsionado pelo incremento das hospitalizações por influenza A (um dos quatro tipos de vírus causadores da gripe), rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), deixou 22 estados em nível de alerta, risco ou alto risco, segundo dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira, 26.

Em crianças e adolescentes entre dois e catorze anos, o crescimento dos casos se deve principalmente à infecção pelo rinovírus, segundo o documento, que usa como dados mais recentes os referentes ao período de 15 a 21 de março. O vírus tem provocado aumento de internações no Rio de Janeiro; Acre; Amazonas; Pará; Amapá; Rondônia; Roraima; Tocantins; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Goiás; Distrito Federal; Maranhão; Ceará; Rio Grande do Norte; Paraíba; Piauí; Sergipe; Alagoas; Bahia; Minas Gerais e Espírito Santo.

Entre as crianças pequenas, principalmente as menores de dois anos, outro vírus chama atenção: o VSR, que segue impulsionando o aumento de casos graves no Norte (Acre, Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia), em parte do Nordeste (Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe) e também no Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal).

Além do VSR, o metapneumovírus também aparece como responsável pelo crescimento de casos de síndrome respiratória em crianças no Distrito Federal e em Minas Gerais.

Quanto aos casos de SRAG associados ao influenza A, a atualização mostra aumento na maioria dos estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia), em alguns do Norte (Amapá, Rondônia) e Sudeste (Rio de Janeiro, Espírito Santo) e no Mato Grosso.

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Prevenção e recomendações

Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca a importância dos grupos de maior risco - como idosos, imunocomprometidos e crianças - participarem da campanha de vacinação contra o influenza. A ação tem início neste sábado, dia 28.

Para moradores de regiões com alta incidência de SRAG, Portella recomenda o uso de máscara em ambientes fechados e com maior concentração de pessoas, sobretudo para os grupos de risco.

"Além disso, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é fazer isolamento dentro de casa, mas, se não for possível, recomendamos sair usando uma boa máscara, como PFF2 ou N95, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas", orienta.

Em 2026 já foram notificados 24.281 casos de SRAG, sendo 9.443 (38,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.