Saúde

Hospital de Clínicas de Porto Alegre promove treinamento de reanimação cardiopulmonar no Mercado Público

Atividade busca capacitar população para reconhecer e auxiliar outras pessoas em uma parada cardiorespiratória

Foram dispostos manequins e um telão em que era possível acompanhar o nível das compressões
Foram dispostos manequins e um telão em que era possível acompanhar o nível das compressões Foto : Alina Souza

Pode ocorrer em qualquer momento, e nem todo mundo está preparado. Se uma Parada Cardiorrespiratória (PCR) for reconhecida rapidamente e o suporte iniciado prontamente, as chances de reversão aumentam de maneira significativa. Para auxiliar nessa preparação, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) promoveu, nesta sexta-feira, uma ação de treinamento de manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). A atividade foi realizada na área central do Mercado Público, no Centro Histórico. O local escolhido foi devido à grande circulação de pessoas com diferentes idades.

Durante a atividade, os profissionais e instrutores auxiliaram a reconhecer uma parada cardiorrespiratória, acionar o serviço de emergência e iniciar corretamente as manobras de RCP até a chegada do atendimento especializado. As pessoas foram treinadas dentro das diretrizes da American Heart Association. Para isso, foram dispostos manequins e um telão em que era possível acompanhar o nível das compressões.

"Temos chamado a atenção para a necessidade de ampliar a qualificação das pessoas em atender conhecidos ou pessoas ao seu redor que sofram uma parada cardíaca", destacou a diretora de ensino do HCPA, Luciana Cadore Stefani. No treinamento, foi trabalhado, principalmente, o ritmo e a força das atividades. Para isso, as pessoas fizeram a compressão acompanhando o ritmo da música “Stayin' Alive”, dos Bee Gees.

Os irmãos Guilherme Fernandes Pádua, de 12 anos, e Maria Eduarda Fernandes Pádua, de 21, fizeram a compressão torácica pela primeira vez. Guilherme foi o que mais pontuou. "Foi muito legal. Gostei demais. Tem que pegar bem o ritmo certinho, se não você não consegue". Já Maria Eduarda destacou que a principal dificuldade foi conseguir ter profundidade na massagem. "Não sabia que era tão difícil assim".

Para Luciana, treinar técnicas simples de compressão torácica é essencial para salvar vidas até que o socorro avançado chegue. "Quando chega a ambulância com profissionais da saúde, muitas vezes a vítima fica muitos minutos sem nenhum atendimento. É isso que aumenta os casos de mortalidade".

A atividade também é parte das comemorações pelos seus 55 anos do HCPA, celebrados em 19 de julho.

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