O Hospital Beneficente São Carlos (HSC), de Farroupilha, inaugurou o ambulatório especializado no tratamento de feridas crônicas ou complexas. Os atendimentos começaram a ser realizados nesta segunda-feira. O serviço garante cuidado contínuo de ferimentos que não cicatrizam com facilidade como úlceras por pressão, feridas vasculares, pé diabético, feridas pós- cirúrgicas e outras lesões complexas.
No local, os pacientes recebem cuidados clínicos, curativos, avaliação e tratamentos especializados sem necessidade de internação. O HSC já conta com um grupo de pele, formado por profissionais especializados no tratamento de feridas. Agora, com a habilitação pelo Governo do Estado, tem como meta a realização de 40 primeiras consultas e 140 atendimentos mensais pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para viabilizar o serviço, o HSC montou uma equipe multidisciplinar composta por médico especialista em Cirurgia Vascular, enfermeiros especialistas em Estomaterapia, nutricionista, assistente social e técnicos de enfermagem. O serviço é voltado para pacientes particulares, de convênios e da atenção primária, classificados como de alto ou muito alto risco por suas feridas crônicas ou complexas. A objetivo da equipe também é reduzir a necessidade de internações prolongadas e complicações graves que resultem em infecções e amputações.
O ambulatório para o tratamento de feridas crônicas e/ou complexas funciona junto ao Centro de Especialidades do Hospital São Carlos. Feridas são um problema de saúde pública. Segundo a Associação Brasileira de Estomaterapia (Sobest), especialidade que trata das feridas, elas representam a perda da integridade da pele, seja por fatores externos, como traumas ou cirurgias, seja por causas internas ou endógenas relacionadas a doenças facilitadoras ou causadoras de feridas, como a Diabetes Mellitus (DM), a Hipertensão Arterial (HAS), as vasculopatias ou a obesidade.
Os estudos apontam que, devido a seu caráter multifatorial e complexidade de tratamento, as feridas representam perda de qualidade de vida para os pacientes e são responsáveis por sobrecarregar economicamente os sistemas de saúde, representando assim um problema de saúde pública.