Saúde

Inverno com atenção redobrada aos olhos: clima seco, alergias e olho seco exigem cuidados

Sociedade de Oftalmologia do RS aponta os principais riscos à saúde ocular na estação mais fria do ano e avaliação diante de sintomas persistentes

Sorigs lembra que julho concentra campanhas de conscientização sobre ressecamento ocular, justamente por conta do frio, ampliando procura por atendimento oftalmológico
Sorigs lembra que julho concentra campanhas de conscientização sobre ressecamento ocular, justamente por conta do frio, ampliando procura por atendimento oftalmológico Foto : Marcello Casal Jr / Agência Brasil / CP

Quando o inverno se instala no Rio Grande do Sul, ele não traz apenas o frio: vem também o ar seco, a permanência em ambientes fechados e uma série de condições que colocam a saúde dos olhos em risco. É nesse cenário que aumentam os casos de síndrome do olho seco, conjuntivite alérgica e outras irritações oculares, exigindo atenção redobrada da população.

Com a chegada da estação mais fria do ano, a Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (Sorigs) chama atenção para alguns fatores que podem comprometer o conforto e a saúde dos olhos. O ambiente mais seco, as mudanças na rotina e a maior exposição a agentes irritantes favorecem o aparecimento de quadros que reforçam a importância da prevenção e da observação dos primeiros sinais de desconforto.

“O inverno exige atenção especial com a saúde ocular, porque reúne fatores que comprometem a lubrificação natural dos olhos e aumentam a irritação da superfície ocular. O ar seco, o uso de aquecedores e o acúmulo de poeira em ambientes fechados favorecem sintomas que começam muitas vezes de forma discreta, mas podem evoluir e afetar a rotina”, afirma o presidente da Sorigs, Guilherme Diehl.

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Clima seco e olhos sensíveis

Entre os quadros mais comuns desta época está a síndrome do olho seco, que é a produção insuficiente de lágrimas ou por sua evaporação excessiva. O ressecamento da superfície ocular costuma causar sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão, visão embaçada e maior sensibilidade à luz. Já a conjuntivite alérgica também tende a se intensificar neste período do ano, especialmente entre pessoas sensíveis a alérgenos presentes em ambientes fechados, manifestando-se por coceira intensa, lacrimejamento e irritação.

A Sorigs lembra que o mês de julho costuma concentrar campanhas de conscientização sobre o olho seco, justamente porque o frio intensifica os sintomas e amplia a procura por atendimento oftalmológico. Ainda assim, o cuidado precisa começar antes de os desconfortos se tornarem mais evidentes. Manter boa hidratação, evitar coçar os olhos, higienizar corretamente as mãos e não usar colírios por conta própria são medidas simples, mas fundamentais para proteger a saúde ocular.

Prevenção que faz diferença

Outro ponto que merece atenção é o uso de óculos de sol no inverno. Mesmo em dias nublados ou frios, a radiação ultravioleta permanece presente e continua oferecendo risco aos olhos. “Existe uma falsa percepção de que os óculos escuros são necessários apenas no verão, mas os raios UV estão presentes durante todo o ano. Já que os danos são cumulativos e podem se manifestar no longo prazo, mesmo sob o céu encoberto”, destaca o presidente da Sorigs.

Diante de sintomas persistentes, como dor, secreção, coceira intensa, vermelhidão ou alterações na visão, a recomendação é buscar avaliação com um oftalmologista. O diagnóstico precoce permite identificar a causa do problema e definir a conduta mais adequada, evitando complicações e garantindo mais segurança ao paciente.