O Movimento Mulheres de Fibra, criado em 2020, se mobiliza para reivindicar a criação de um centro multidisciplinar para o tratamento de pessoas que sofrem de fibromialgia, o Centro Municipal da Dor de Porto Alegre. Com o objetivo de colher assinaturas, o grupo busca dar visibilidade a causa e alertar para a necessidade de uma estrutura unificada e especializada para o tratamento pelo Sistema Unico de Saúde (SUS) na Capital.
O Ministério da Saúde define a condição como uma síndrome crônica caracterizada por dores musculoesquelética generalizada, fadiga, sono não reparador e distúrbios cognitivos. O tratamento recomendado pelo órgão envolve atendimento multidisciplinar com medicamentos, suporte psicológico e exercícios físicos.
A mobilização busca fortalecer o Projeto de Lei nº 158/24, de autoria do vereador José Freitas (Republicanos), que propõe a implantação de um serviço especializado no atendimento a pessoas que convivem com dor crônica no município. “Hoje, muitos pacientes ficam peregrinando entre consultas, sem um acompanhamento integrado. A ideia é reunir especialistas em um mesmo espaço, garantindo um atendimento multidisciplinar e mais humanizado para quem convive com dores crônicas”, afirma o parlamentar.
O grupo, que se reune das 10h até as 14h de hoje, busca por 20 mil assinaturas. Em meia hora de divulgação, foram colhidas 60 assinaturas no Centro de Porto Alegre e outras 500 online. Após a coleta, realizada em parceria com a OSC Grupal, o abaixo-assinado será encaminhado ao Prefeito Sebastião Melo, e ao secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter reivindicando a criação de políticas públicas voltadas a essas pessoas.
Segundo estudo da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), divulgado em 2018, a dor crônica atinge ao menos 37% da população brasileira, o equivalente a cerca de 60 milhões de pessoas. Na Região Sul, o índice chega a 42%, o que reforça a necessidade de políticas públicas estruturadas para esse público.
A proposta do Centro da Dor prevê atendimento multidisciplinar, com foco no diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo dos pacientes, muitos deles convivendo há anos com sofrimento físico e limitações que impactam diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral.