A primeira visita técnica do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) no Hospital Centenário, em São Leopoldo, identificou que médicos que atuam no Centro Obstétrico e na UTI Neonatal enfrentam escalas de plantão incompletas. O diretor do Simers, Marcelo da Luz, ao dialogar com os médicos plantonistas constatou que o Centro Obstétrico estava com apenas dois obstetras, onde deveria ter mais um especialista para atender a demanda. Já na UTI Neonatal, apenas um médico atuava no plantão, no qual deveria ter mais um profissional para atender os casos graves de recém-nascidos. No primeiro dia do ano, três partos foram realizados.
Além disso, médicos prestadores de serviço do Centro Obstétrico enfrentam atrasos de pagamento referente aos meses de setembro e outubro, o qual deveria ter sido feito pela empresa responsável pela contratação dos profissionais. “É com muita satisfação que começamos a atuar na defesa dos médicos por melhores condições de trabalho. Por isso, estamos à disposição dos colegas para que a situação se reverta em uma cidade que é referência no atendimento aos municípios da região e seguimos acompanhando a situação no Centenário”, destaca o diretor do Sindicato.
Em contato com a prefeitura de São Leopoldo, a Administração informou que a visita ocorreu no primeiro dia de atividade da nova gestão. “Reafirmamos nosso compromisso com a regularização das escalas médicas no decorrer do próximo período. E estamos sempre a disposição ao diálogo”, disse o presidente da Fundação Hospital Centenário, José Ricardo Agliardi Silveira. Sobre os pagamentos em atraso, nos próximos dias a atual Administração deverá se manifestar sobre os contratos na área assistencial.