Um acordo emergencial entre a prefeitura de Montenegro, a direção do Hospital Montenegro e outros oito municípios da região do Vale do Caí resultou na reabertura do centro de obstetrícia na última sexta-feira. O acordo vale por três meses e neste período as prefeituras se comprometeram a dividir o custo mensal de R$ 250 mil para viabilizar os atendimentos às gestantes e seus bebês. O setor ficou fechado por cerca de três meses e, para garantir os nascimentos em outros hospitais, o prefeito Gustavo Zanatta aportou um investimento de mais de R$ 130 mil.
Para dar sequência aos atendimentos já estão confirmados os aportes dos municípios de Salvador do Sul, Harmonia, Tupandi, Brochier, Tabaí, Pareci Novo, Maratá e São José do Sul. Montenegro paga a maior fatia (R$ 124 mil) e as cotas foram definidas pelo tamanho de cada população.
De acordo com o prefeito Zanatta, novas adesões podem ocorrer nos próximos dias. "Estamos mobilizados para garantir a retomada definitiva da obstetrícia no HM. A Prefeitura está fazendo sua parte, e muitos municípios da região também. Precisamos do apoio do Governo Estadual com verbas que financiem estes serviços", disse Zanatta.
ESTADO SUSPENDEU REPASSES DO ASSISTIR
Diante da falta da prestação de serviço na maternidade do Hospital de Montenegro, o Estado suspendeu o repasse dos recursos do programa Assistir à instituição. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES) o plano de contingência implantado pelo Estado não pode funcionar de forma indefinida. Nos últimos meses, o governo estadual precisou investir mais de R$ 2 milhões em hospitais que atenderam as gestantes referenciadas em Montenegro.
A titular da SES, Lisiane Fagundes recebeu representantes do Hospital de Montenegro e prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc) para discutir uma solução para o impasse, na tarde de segunda-feira. Os municípios da região ficaram de decidir, nos próximos dias, qual a referência que querem para seus moradores. A partir desse retorno, que deve ocorrer até o fim desta semana, a SES irá deliberar sobre os repasses de recursos estaduais, considerando a organização da rede assistencial
"Estamos buscando essa solução pactuada e coletiva, pois o plano de contingência é uma medida excepcional e não pode ser mantido de forma indefinida, sendo fundamental a definição de uma referência para assegurar a assistência às gestantes do Vale do Rio Caí. E os recursos do Estado só podem ser distribuídos quando há um retorno efetivo de serviços prestados à população", ressaltou a secretária Lisiane.
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