Saúde

Papel do conhecimento científico na oncologia pediátrica é debatido em simpósio do Instituto do Câncer Infantil

Evento ocorre nesta terça-feira na Unisinos

A abertura do evento contou com a presença de Algemir Lunardi Brunetto, diretor-executivo e fundador do Instituto do Câncer Infantil, e Denise Zaffari, decana da Escola de Saúde da Unisinos
A abertura do evento contou com a presença de Algemir Lunardi Brunetto, diretor-executivo e fundador do Instituto do Câncer Infantil, e Denise Zaffari, decana da Escola de Saúde da Unisinos Foto : Alina Souza

Destacar a importância do conhecimento científico para o avanço no tratamento e na ampliação das chances de cura de crianças e adolescentes com câncer estão entre as principais discussões do 1º Simpósio de Ensino e Pesquisa do Instituto do Câncer Infantil (ICI). O evento, que ocorre no Teatro Unisinos, em Porto Alegre, nesta terça-feira, é realizado em parceria com a universidade, e busca, principalmente, dar visibilidade ao trabalho realizado pela instituição.

"A ideia é educar as pessoas, trazer estudantes, de graduação e pós-graduação, que querem compreender melhor esse mundo da ciência que envolve o assunto. O instituto tem um grupo de professores que trabalha com oncologia pediátrica e que está há mais de 35 anos desenvolvendo projetos de pesquisa, com uma rede de ensino. A ideia é trazer esse conhecimento de como as coisas são feitas para os estudantes", destacou André Tesainer Brunetto, superintendente de Ensino e Pesquisa do ICI e que também deverá palestrar no evento.

André Tesainer Brunetto, superintendente de Ensino e Pesquisa do ICI | Foto: Alina Souza

Desafios para a ciência da oncologia pediátrica

A oncologia pediátrica, embora seja a principal causa de morte na faixa etária por doença, é uma doença menos frequente que os adultos, lembra Brunetto. Consequentemente, torna-se mais desafiador fazer pesquisa em oncologia pediátrica. "Recebe menos atenção do ponto de vista de educação do MEC, ensino nas faculdades, menos atenção do ponto de vista de desenvolvimento de remédios, da indústria farmacêutica, de apoio a recursos financeiros", afirma. Esse assunto também será discutido no simpósio.

A realidade exige esforços colaborativos, inclusive com a necessidade de reunir pesquisadores de muitos países, por exemplo. O desafio também está na visibilidade das pesquisas realizadas. "Às vezes, tem uma grande descoberta que vai demorar muito tempo ainda para ter um impacto no paciente. E às vezes, isso é tão importante quanto de fato um remédio chegar, porque isso vai ser levado para o mundo".

Brunetto lembra que o Instituto do Câncer Infantil trabalha para captar recursos para investir no ensino e no corpo docente para estimular mais pesquisas e projetos.

Especialização

O evento também marca o anúncio de uma nova fase do ICI, marcado pelo lançamento de um curso de pós-graduação (lato sensu), uma parceria com a Unisinos de especialização em oncologia pediátrica multiprofissional. O curso deverá estar disponível a partir do primeiro semestre de 2027, com 360 horas de aula, e duração de aproximadamente 1 ano. Serão oferecidas aulas de laboratório, pesquisa clínica, aulas de genética, bioinformática, cuidados paliativos, equipe multidisciplinar, entre outros temas.

"A Unisinos entra com todo o know-how e expertise da universidade e vai trazer um corpo docente também para dar aula, junto com os professores e o corpo docente do instituto", destacou Brunetto.

A abertura do evento, que ocorreu às 13h30min, contou com a presença de seu pai, Algemir Lunardi Brunetto, diretor-executivo e fundador do Instituto do Câncer Infantil, e Denise Zaffari, decana da Escola de Saúde da Unisinos. Ao longo da tarde, painéis irão discutir temas como o papel do ensino e da pesquisa, estratégias para aproximar a ciência das pessoas e a inteligência artificial na saúde.

O evento ocorre em meio ao setembro dourado, mês de conscientização das famílias e da comunidade sobre as facetas da oncologia pediátrica, desde o diagnóstico precoce, sinais e sintomas até o tratamento.

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