Segue a paralisação dos médicos que trabalham nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Caxias do Sul. Com isto, tanto o funcionamento da unidade central, como da zona Norte segue alterado. A prefeitura informa que estão sendo atendimentos somente casos de maior gravidade e de urgência.
Os profissionais alegam atraso no pagamento dos salários. Segundo o Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul foram pagos apenas 40% dos salários. “Devido a essa situação seguimos paralisados. Vamos fazer uma assembleia ainda nesta sexta-feira para decidir se iremos à Justiça para resolver a situação”, relata o presidente da entidade Marlonei Santos.
Ao todo, 12 médicos trabalham na UPA Central e outros sete na Zona Norte. A prefeitura garantiu que todos os pacientes que procuram os locais estão sendo acolhidos e triados pelas equipes de enfermagem, com avaliação criteriosa da gravidade de cada caso. "Os casos de menor complexidade devem, preferencialmente, buscar atendimento junto à rede de Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde de referência", destaca em nota.
São considerados casos de urgência e emergência, dor no peito suspeita de infarto; falta de ar intensa; suspeita de acidente vascular cerebral (AVC); convulsões; hemorragias, acidentes e traumas; perda de consciência; crises hipertensivas graves; febre alta associada à prostração importante; desidratação grave; queimaduras; crianças com sinais de agravamento clínico; e pacientes com risco iminente de agravamento.
Sobre os repasses, o município garante que realizou regularmente o repasse mensal referente ao contrato de gestão ao Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS) no último dia 7, sendo de responsabilidade da instituição a gestão dos pagamentos das equipes médicas vinculadas ao contrato. A Secretaria Municipal da Saúde já notificou formalmente o IDEAS acerca da situação e informa que o processo administrativo de apuração e penalização contratual da instituição encontra-se em curso.
Em nota, o IDEAS disse que os profissionais médicos vinculados à assistência nas referidas unidades atuam por meio de empresa médica contratada pelo Instituto para prestação dos serviços especializados, inexistindo vínculo empregatício direto. O Instituto prometeu regularizar a situação o mais breve possível.