O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) recebeu, nesta quinta-feira, as integrantes da Associação de Remadoras Rosa Awa’pé Dragon Boat Porto Alegre para uma atividade marcada por aprendizado e simbolismo. Formada por mulheres que enfrentaram o câncer de mama e encontraram no esporte um caminho de saúde, acolhimento e amizade, a equipe participou de um curso de primeiros socorros e reanimação cardiorrespiratória (RCP) no Centro de Simulação do hospital.
Mais do que uma capacitação técnica, a ação representou o encontro de duas missões que se complementam: a do Clínicas, que diariamente salva vidas dentro do hospital, e a dessas mulheres, que seguem multiplicando cuidado e esperança fora dele. A iniciativa integra o HCPA Convive, programa que busca aproximar o hospital da comunidade, ampliando os laços de confiança por meio de ações de prevenção, educação em saúde e integração social.
A chefe do Serviço de Inovação no Ensino do HCPA, Ana Claudia Tonelli de Oliveira, destacou que a proposta faz parte de um movimento internacional.
“Outubro é o mês dedicado à reanimação na América Latina, no Caribe e na Espanha. Elas formaram esse grupo depois de enfrentar o desafio do tratamento do câncer e querem estar preparadas para socorrer umas às outras e também a outras pessoas”, explicou.
“Quando o hospital abre as portas para que a comunidade venha aprender, ver e compartilhar conhecimento, é algo muito gratificante. Todos ganham — nós nos renovamos e redescobrimos o significado da nossa profissão.”
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A capitã e fundadora da Rosa Awa’pé, Mariluce Campos de Oliveira, ressaltou que o aprendizado reforça o sentimento de segurança e solidariedade entre as remadoras.
“Saber o que fazer numa situação de risco é muito importante. Isso nos dá confiança dentro da equipe e também nos prepara para ajudar outras pessoas, sem ficar apenas observando”, afirmou.
O treinamento, realizado às 18h, fez parte da programação do Outubro Rosa no Clínicas e simbolizou a conexão entre o esporte, a saúde e o compromisso com o cuidado ao próximo. Assim como no remo, em que cada movimento conjunto mantém o barco firme na água, o curso de reanimação reforçou a ideia de que salvar vidas também é um ato de equipe — dentro e fora do hospital.