Saúde

São Paulo chega a 41 casos de sarampo em 2026

Com 37 registros na capital paulista, doença se concentra em crianças menores de 2 anos com vacinação incompleta

Com 37 registros na capital paulista, doença se concentra em crianças menores de 2 anos com vacinação incompleta
Com 37 registros na capital paulista, doença se concentra em crianças menores de 2 anos com vacinação incompleta Foto : Cristine Rochol / PMPA / CP

O Estado de São Paulo registrou um novo caso de sarampo e agora totaliza 41 registros da doença em 2026, de acordo com o governo estadual. Nenhum paciente evoluiu para óbito. A maior parte dos registros se concentra na capital: são 37 casos confirmados na cidade. Em seguida vêm São Bernardo do Campo (2 casos), Guarulhos (1) e Santo André (1).

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), 31 pacientes (75,6% do total) não tinham registro de vacinação ou possuíam esquema vacinal incompleto. "Cerca de 61% dos casos ocorreram em crianças menores de 2 anos, faixa etária mais vulnerável à doença. A concentração de registros nesse grupo reforça a importância da dose zero nos municípios onde a estratégia está indicada", cita a pasta, em nota.

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Importância da vacinação

A secretaria reforça que a imunização é a principal forma de prevenção contra a doença e que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 645 municípios paulistas.

De abril a julho, a cobertura da primeira dose do imunizante passou de 86,56% para 93,24%. A da segunda dose passou de 72,72% para 78,37% no mesmo período, informa a SES.

Quem deve se vacinar?

Bebês
Aos 12 meses: primeira dose da vacina contra o sarampo.
Aos 15 meses: segunda dose da vacina contra o sarampo.

Pessoas de 15 meses a 29 anos
Devem ter duas doses registradas da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Pessoas de 30 a 59 anos
Devem ter pelo menos uma dose registrada na caderneta.

Trabalhadores da saúde
Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

Dose zero para bebês

A concentração de casos nas crianças pequenas reforça a importância da aplicação da dose zero da tríplice viral. Atualmente, ela é oferecida em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André.

A dose zero, aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias, ajuda a proteger os mais novos, mas não substitui a vacinação de rotina. Igualmente importante é que todo adulto confira sua caderneta de vacinação e procure uma unidade de saúde para atualização, incentiva a secretaria.