Saúde

Serviços oncológicos devem ser mantidos por 90 dias no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas

Bloqueios judiciais sobre as verbas do SUS e de convênios, determinados pela Justiça do Trabalho, impactaram nos pagamentos, gerando atrasos

A falta de pagamento envolvendo os atendimentos e serviços oncológicos no Hospital Nossa Senhora em Canoas, cuja gestão é feita pelo Instituto Kaplan, provocou o rompimento de contrato e causou certa preocupação entre os usuários que dão sequência à tratamentos no local. “Ficaremos desassistidos. Nosso tratamento é importante demais para simplesmente ficarmos sem o serviço. Isso não pode acontecer,” disse uma moradora de Canoas que utiliza dos serviços e está com medo do que possa acontecer em 2025.

A direção do hospital explica que devido aos bloqueios judiciais sobre as verbas do Sistema único de Saúde (SUS) e de convênios, determinados pela Justiça do Trabalho, os pagamentos foram impactados gerando atrasos. Informou ainda que, em relação ao contrato com a Kaplan, responsável pela gestão da oncologia, está seguindo as determinações legais conforme decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), emitida em 26 de dezembro. A Kaplan deve seguir a determinação legal de manter os atendimentos oncológicos pelo prazo de 90 dias.

A direção do Nossa Senhora das Graças está em diálogo contínuo com a Kaplan. No momento, o hospital está tomando todas as medidas legais necessárias para garantir o funcionamento integral aos pacientes oncológicos. “Ressaltamos que não haverá desassistência aos pacientes oncológicos. O hospital está comprometido em garantir a continuidade dos tratamentos e reafirma seu compromisso com a saúde e o bem-estar de todos os pacientes.”