Saúde

Simers repudia ação da Guarda Municipal e presta atendimento a médico detido em UPA de Novo Hamburgo

Sindicato passa a atuar para requerer mais esclarecimentos dos fatos e cobrar uma apuração imparcial tanto da Guarda Municipal quanto da Polícia Civil

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) está acompanhando o caso do médico que recebeu voz de prisão pela Guarda Municipal na noite de quinta-feira, durante o horário de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro, em Novo Hamburgo. Vídeos e testemunhas mostram o momento da prisão, quando o profissional foi colocado no chão e algemado de forma brusca por dois guardas. Um terceiro homem estava presente na detenção, provocando revolta entre os presentes e demonstrando um claro abuso de poder. Somado ao fato, vale destacar que a própria população sofreu com a conduta, aumentando a tensão na Unidade de Pronto Atendimento.

A partir de agora, o Sindicato passa a atuar para requerer mais esclarecimentos dos fatos e cobrar uma apuração imparcial tanto da Guarda Municipal quanto da Polícia Civil. Todo o suporte judicial também será prestado.

O Sindicato destaca que a violência contra médicos é uma das pautas mais intensas, com inúmeros relatos de problemas ocorridos durante os atendimentos e pontua ainda que chama ainda mais a atenção quando um episódio envolve forças de segurança e é marcado por brutalidade e falta de diálogo. O Simers garante que seguirá em defesa do médico, da categoria e do melhor atendimento para os pacientes.

CREMERS EXIGE APURAÇÃO RIGOROSA

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) manifesta repúdio ao inaceitável episódio de violência ao médico que estava no pleno exercício da profissão. Conforme o Cremers, os agentes da Guarda Municipal agiram com claro abuso de autoridade.

"A Medicina e os médicos não podem ser agredidos. É absolutamente inadmissível que o médico, dedicado ao atendimento das pessoas daquela comunidade, seja humilhado e tratado como criminoso em seu próprio ambiente de trabalho. O sucateamento das unidades de pronto atendimento, a superlotação e a falta de segurança e de infraestrutura não podem, sob hipótese nenhuma, ter sua responsabilidade transferida para as costas de quem está na linha de frente. Os pacientes presentes na UPA, testemunhas do abuso, pediam pela libertação do médico, reconhecendo a injustiça cometida", pontua a nota emitida pelo Conselho

O Cremers exige da Prefeitura de Novo Hamburgo, da Secretaria Municipal de Segurança Pública e das autoridades competentes uma apuração rigorosa, célere e transparente dos gravíssimos excessos cometidos pela Guarda Municipal, que agiu de forma abusiva e arbitrária, causando desassistência e risco aos pacientes. O Conselho está acompanhando o caso e já apresentou representação ao Ministério Público do Estado

COMO SE MANIFESTA A PREFEITURA DE NH

Em contato com a prefeitura de Novo Hamburgo, foi informado que a Guarda Municipal está analisando as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos seus agentes para apurar os fatos. As secretarias municipais da Saúde e Segurança Pública, em conjunto com a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, devem se reunir para discutir sobre o ocorrido.