Em período de férias escolares e aumento de viagens, especialmente ao exterior, é preciso atenção ao risco de sarampo. A doença é altamente contagiosa, pode evoluir para quadros graves e levar à morte, principalmente em crianças. A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral. A Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre investiga três casos suspeitos de sarampo notificados em 2026 entre moradores da Capital. Uma quarta suspeita já foi descartada.
O vírus do sarampo circula em diversos países e os casos vêm aumentando no mundo. Por isso, é fundamental manter a caderneta de vacinação atualizada e ficar atento aos sintomas. Em caso de febre e manchas vermelhas no corpo, associadas a tosse, coriza ou conjuntivite, especialmente após viagem internacional, a orientação é procurar atendimento médico imediato.
O sarampo é extremamente transmissível: nove em cada dez pessoas não vacinadas podem se infectar ao ter contato com o vírus. A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades de saúde da cidade.
Imunização
Devem se vacinar pessoas que nunca receberam a vacina, que estejam com esquema incompleto ou sem comprovante de vacinação. A vacina é contraindicada para gestantes. Lactantes podem receber a tríplice viral.
Pessoas imunocomprometidas devem passar por avaliação médica antes da aplicação. Situações específicas são avaliadas individualmente nas unidades de saúde.
Transmissão e complicações
A transmissão ocorre por via aérea, quando a pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira próxima de outras pessoas. Entre as complicações estão pneumonia, infecção de ouvido, inflamação no cérebro e morte, sobretudo em crianças.
No Rio Grande do Sul, o último óbito por sarampo foi registrado em 1997. Em 2025, Porto Alegre confirmou um caso da doença em pessoa com histórico de viagem aos Estados Unidos, provável local de infecção.
• Esquema vacinal:
- Pessoas entre 1 ano e menores de 5 anos: uma dose de tríplice viral com 1 ano de idade e uma dose de tetra viral aos 15 meses de idade.
- Pessoas entre 5 anos e 29 anos que nunca foram vacinadas: devem fazer duas doses da tríplice viral, com intervalo de 1 mês entre as doses.
- Pessoas de 30 a 59 anos: devem fazer uma dose da tríplice viral.
- Profissionais da saúde, independentemente da idade: duas doses da vacina tríplice viral.
- Contatos de suspeita devem conferir a condição vacinal, independentemente da idade.