Em meio a períodos recessivos, no país, um dos segmentos que costuma puxar a recuperação econômica é a indústria do turismo. Não é para menos, porque, no território nacional, temos uma infraestrutura sedimentada e permanente, haja vista nossas belezas naturais e atrativos culturais. Em períodos sem percalços, como foi o caso da pandemia, que trouxe consigo o isolamento social, a atividade turística costuma exercer um papel preponderante na economia.
Os números recentemente divulgados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmam esse entendimento. Segundo o levantamento, o segmento faturou R$ 55,4 bilhões nos três primeiros meses do ano em curso, montante superior ao melhor resultado da série histórica, registrado em 2014, quando o setor amealhou R$ 52,5 bilhões no primeiro trimestre do ano. No cotejo com o desempenho do setor nos três primeiros meses do ano passado, o setor do turismo em 2025 faturou 5,8% a mais, já corrigida a inflação. Em março, o faturamento foi de R$ 18 bilhões, incremento de 6,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Este é o melhor resultado para março desde 2012. Considerando-se os estados, a Bahia obteve o melhor desempenho em março. Seu desempenho no turismo cresceu 20,4%, fomentado pelo Carnaval. Na sequência vêm Rio de Janeiro (16,8%) e Ceará (13,9%), ambos beneficiados pelo período festivo. Infelizmente, o Rio Grande do Sul teve um resultado negativo, com -6,3%, o que evidencia que o complexo turístico do Estado precisa receber mais atenção para aproveitar as oportunidades de expansão, notadamente porque temos muito a oferecer aos turistas que nos visitam, desde gastronomia a belas paisagens.
As possibilidades de expansão no turismo devem servir de mote para que o poder público e a iniciativa privada se unam para realizar projetos e programas voltados a essa área. Cada real investido costuma ter um excelente custo-benefício, gerando emprego e renda para as comunidades e impulsionando o comércio local, com todas as decorrências desse círculo virtuoso.