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É a fé, meu amigo!

Por Paulo Cesar Flores dos Santos, jornalista

Em 1992, durante a campanha presidencial dos Estados Unidos, o estrategista político James Carville cunhou a famosa frase “É a economia, estúpido” para destacar que as condições econômicas eram o fator decisivo no processo eleitoral. Da mesma forma, quando enfrentamos os maiores desafios da vida, poderíamos adaptar essa máxima para “É a fé, meu amigo”, pois é ela que sustenta o espírito diante das provações mais duras.

Há três anos, recebi o diagnóstico de tumores agressivos. Desde então, enfrentei inúmeros momentos de incerteza. Tive o indispensável apoio da família, amigos, colegas de trabalho e uma equipe médica excepcional. Mas, se não fosse pela fé, tenho certeza de que tudo teria sido muito mais difícil.

Não se trata de negar a importância da medicina, dos tratamentos ou do apoio médico. Pelo contrário, tudo isso é essencial. Mas a fé – seja ela religiosa, espiritual ou simplesmente uma crença profunda na força interior – é o alicerce que permite enfrentar o sofrimento. Sem ela, até os melhores recursos externos podem parecer insuficientes.

As pessoas pensam que ter fé significa apenas acreditar na cura. No entanto, o verdadeiro poder da fé está em pedir forças para suportar o caminho – seja ele qual for. Não se trata de uma garantia de que tudo dará certo, mas da certeza de que, não importando o desfecho, há um propósito maior e uma força interior que nos sustenta.

Durante o tratamento, muitas pessoas me perguntam como eu consigo enfrentar tantos problemas com humor e serenidade. Minha resposta é sempre a mesma: "É a fé, meu amigo!"

Por isso, diante das adversidades, lembre-se: mais do que qualquer outro recurso, é a fé, meu amigo. E ela, independentemente de como se manifeste, pode ser a diferença entre desistir e continuar lutando.