Nos meus 71 anos de vida, cresci e amadureci admirando a tradição popular de prestigiar anualmente os festejos cívicos comemorativos do Dia da Pátria – verdadeira celebração da conquista de um povo.
Ao longo desse tempo, assisti e participei, com orgulho e em diversas cidades, dos eventos e desfiles onde, também orgulhosos, outros cidadãos e cidadãs compunham grupamentos das Forças Armadas, das Forças Auxiliares, de escolas, instituições e entidades civis. A superação da condição de colônia de Portugal para chegar a um país reconhecido por sua soberania foi o pontapé inicial para que hoje tenhamos a vida como conhecemos, em uma república ainda jovem e com muitas questões para ajustar em nosso sistema político para que possamos viver em uma sociedade verdadeiramente livre e democrática. Assim, a data comemorativa, além de marcar significativamente a história, representa que temos o direito de escolher. Todos somos brasileiros, devemos acreditar na força de nosso país e na garra de nosso bom povo trabalhador.
Os cidadãos brasileiros de bem trabalham diariamente buscando fazer sempre o melhor para seus filhos, suas famílias e, em última análise, o seu país. Isso não acontece de graça e devemos lembrar que o amor à Pátria e o respeito aos símbolos nacionais são sentimentos que devemos ensinar em casa e nas escolas, valorizando-os constantemente. Somente bons cidadãos, que sabem a importância de cultuar valores, como trabalho e respeito, poderão encaminhar a construção de um Brasil melhor para as futuras gerações.
Hoje, vivemos dias de grande polarização, mas a sociedade não pode se deixar levar por falácias que buscam nos dividir e diminuir nosso sentimento cívico. Vamos sim participar da Semana da Pátria, vestir o verde e o amarelo, levar nossos filhos e netos para os eventos comemorativos e lembrar daquelas pessoas que combateram e pereceram para que hoje tenhamos nosso estilo de vida. Equivocam-se aqueles que falam que não há nada a comemorar; há o patriotismo e o orgulho de ser brasileiro independe de governos, cores, partidos e campos políticos. Logo, boicotar a independência é boicotar o Brasil e desmerecer nosso passado, nossas glórias e tradições. O 7 de setembro representa a nossa determinação, a nossa força e a nossa coragem como nação; uma jornada que nos conduziu à autodeterminação e à capacidade de traçar nosso próprio destino. Destarte, comemoremos não somente o fato histórico de 1822, mas sim o orgulho popular que se apropriou do sentimento libertário. Celebremos a felicidade de nosso povo e nossa capacidade de continuar sonhando com um Brasil melhor, cada vez mais igual e mais justo.