É interessante observar que sempre que o setor plástico avança em uma de suas áreas mais estratégicas - a reciclagem - surgem controvérsias e desentendimentos significativos sobre o tema. É importante reconhecer que a indústria do plástico demorou mais tempo para reagir às questões de reciclagem em comparação com outros setores como metal, papel, alumínio e vidro, sendo a última a se posicionar formalmente nesta área.
Diferentemente do que frequentemente se aborda, a reciclagem de plásticos não começou por incentivo das empresas petroquímicas, mas sim através de grandes recicladores que atuam há mais de 30 a 40 anos, utilizando o plástico como meio de reduzir custos de produção e promover a reutilização do material. A indústria petroquímica começou a se envolver mais ativamente neste setor a partir dos anos 2000, principalmente devido às preocupações com a imagem do plástico perante a sociedade.
Quando a indústria petroquímica e grandes marcas ingressaram efetivamente no setor de reciclagem, as questões tecnológicas foram significativamente aprimoradas, melhorando o rendimento, a produtividade e a qualidade dos produtos reciclados. Além disso, foi desenvolvido um portfólio abrangente que inclui não apenas a reciclagem mecânica, mas também a reciclagem química e a recuperação energética.
A tecnologia de reciclagem de plásticos melhorou substancialmente, viabilizando maior qualidade dos produtos, melhor produtividade e resultados econômicos positivos. Apesar do maior investimento inicial, os sistemas automatizados apresentam rendimento e produtividade muito superiores às separações manuais realizadas por cooperativas, que representam apenas 5% da coleta seletiva, enquanto o restante dos materiais que deveriam ser tratados chega diretamente aos aterros sanitários.
Assim, é fundamental usar o plástico corretamente, descartá-lo adequadamente e educar a sociedade sobre o descarte correto como primeiro passo, enquanto a indústria continua trabalhando intensivamente para melhorar os processos de reciclagem e aumentar significativamente as taxas de reaproveitamento de materiais.