No mês em que todos reverenciam as mulheres, é importante fazer uma reflexão sobre o poder transformador da presença feminina nos mais distintos segmentos do mundo do trabalho, especialmente na área educacional. Nas instituições de ensino superior do país, as mulheres representam quase 60% das matrículas, como mostraram os números do Censo da Educação Superior 2023, divulgado pelo Ministério da Educação.
A inclusão de mais mulheres em cargos diretivos fortalece as instituições de ensino superior ao agregar diversidade de perspectivas e habilidades. Entre as premissas da educação está a busca por uma sociedade mais justa. E uma das características de uma sociedade mais justa é a equidade de gênero nas suas relações de trabalho.
Assim, com a adoção de políticas organizacionais pautadas pela ética e pelo equilíbrio, a academia colabora para os avanços que ainda precisamos alcançar como sociedade. A diversidade também amplia o repertório de soluções para os desafios enfrentados por essas instituições e ajuda a construir uma governança mais eficaz. Além disso, a diversidade de gênero nas lideranças impacta em decisões mais equilibradas e inovadoras. Desta forma, poderemos construir abordagens colaborativas, promovendo um ambiente participativo e motivador para docentes, estudantes e demais integrantes da comunidade acadêmica.
A academia, ao adotar práticas mais inclusivas em postos de direção, serve como inspiração para a busca por posições de destaque por aquelas que agora recém estão ingressando nessas instituições. E quanto mais mulheres ocupam espaços de gestão, maior é o estímulo à desconstrução de estereótipos que limitam suas aspirações, multiplicando a ideia de que a competência e a capacidade de liderança independem do gênero.