O 8 de março apresenta-se, principalmente no mundo corporativo, enfeitado com flores e belas palavras. Entretanto, se olharmos bem, nossas vivências seguem marcadas por muitos desafios. Ainda precisamos debater e evoluir em temas como violência, sobrecarga de trabalho, acesso a direitos reprodutivos, etc. Por isso, hoje quero escrever uma carta aberta para nós, mulheres.
Precisamos refletir se, em meio a contextos pouco favoráveis, nos damos valor e reconhecemos os nossos potenciais. Já perdi a conta de quantas vezes visualizei potenciais em mulheres e elas me encararam com cara estranha, como se eu estivesse equivocada.
Sei que, por vezes, é desafiador pensar sobre nós mesmas, afinal aprendemos a seguir regras impostas e atendemos a padrões ditados socialmente. Sugiro que, neste Dia Internacional da Mulher, você consiga olhar para si, revisitar sua história e seus desafios vencidos. Pergunte-se: quantas vezes eu realmente me ouço? Quantas vezes priorizei o bem-estar do outro e esqueci o meu por completo?
Você, mulher empreendedora, mulher que diariamente enfrenta o mercado de trabalho, coloque de lado um pouco o canudo, as qualificações, os negócios e o trabalho e escute um pouco seu eu interior, aquilo que pulsa dentro do seu coração e que todos resolvem podar para que continuem com tudo sob controle. Pontue metas para este ano de 2026.
Crie prioridades e pense em planos de ação, coisas que você precisa fazer hoje para que no futuro alcance esses objetivos.
Lembre-se de que o seu bem-estar depende somente de você. Não adianta delegar para as outras pessoas nem esperar o momento perfeito. E de preferência, que esse bem-estar não tenha nada a ver com comprar algo ou gastar além da conta. Sua saúde financeira agradece. Antes disso, faça coisas que não envolvam gastar dinheiro, pois a vida é desfrutar daquilo que temos em abundância e não aumentar o problema (caso o financeiro seja um problema, como é para a maioria dos brasileiros). Por isso, minha dica: celebre o Dia da Mulher cuidando de você, mulher.