Devido aos avanços tecnológicos, as empresas e entidades estão cada mais enxutas. Tudo que puder ser substituído por uma máquina, será. A inteligência artificial está alcançando níveis surpreendentes. Os cérebros eletrônicos estão presentes nas vidas de todos os terráqueos em atividades profissionais e domésticas. Enquanto isso, existem analfabetos e analfabetos digitais que estão engrossando fileiras dos desempregados e com poucas possibilidades de participarem dos benefícios da economia de mercado.
Em uma análise preliminar, as ameaças à sustentabilidade do Planeta e o desenvolvimento das tecnologias, substituindo os homens pelos sistemas e máquinas inteligentes, podem ameaçar a civilização humana. Será? Mas, sejamos otimistas. Sempre. Novas oportunidades podem surgir através das adaptações dos humanos nos enfrentamentos das ameaças que se apresentam.
Existem palavras chaves para a empregabilidade e o sucesso organizacional no século XXI: conhecimento, globalização, tecnologia aplicada e serviços glocalizados (pensar global, com ação local). Conhecimento contínuo e autossuficiência são algumas das características do profissional deste século. Haverá menos pessoas mandando e mais pessoas produzindo levando à uma horizontalização das relações de trabalho nas organizações econômicas com ou sem fins lucrativos.
O contato humano virtual, outra consequência do avanço tecnológico, veio para ficar, porque com trabalhos em rede, não é indispensável conhecer os colegas ou visitar a empresa e as comunicações podem ser realizadas via computador e/ou celular. Atualmente, é muito raro emprego com carteira assinada para a vida toda. O mundo mudou, o mercado mudou, as relações entre compradores e vendedores mudaram. É obvio que ainda existam empregos do século passado que tendem a ser eliminados, substituídos pelos avanços tecnológicos.
Tornar-se profissional liberal é a grande tendência para todas as áreas, assim como o empreendedorismo, sem chefes, abrindo infinitas possibilidades para aqueles que conseguem aproveitar ou criar oportunidades. Destacam-se a total liberdade e o poder de decisão para encaminhar alternativas para o desenvolvimento da carreira ou do empreendimento, seja ele adequado à nova demanda que quer o melhor, aqui e agora. O profissional empreendedor recebe e aprimora informações realizando transformações em oportunidades.
Lembrando que cada um possui habilidades pessoais que podem ser diferenciais positivas no competitivo ambiente de trabalho. Deve-se fugir das construções mentais mecanizadas e investindo-se na inteligência, criatividade, usabilidade, inovação e habilidade comunicacional. Ninguém pode amar ou deixar de amar aquilo que não se conhece. As experiências de viver são adquiridas nas interações com o ambiente familiar, educacional, social e profissional. No mundo dos negócios, as pessoas físicas e jurídicas buscam desenvolver uma série de relações “ganha-ganha” com seus clientes, colaboradores, sócios, fornecedores, comunidades e governos.
Seja bom naquilo que produz, aprimore-se sempre e participe de grupos parceiros para atingir os desafios dos relacionamentos humanos para humanos, inclusive nas cadeia produtiva do fenômeno turístico. Será? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.
* Economista, Mestre em Comunicação Social