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Degusta Marau: onde gastronomia, identidade e desenvolvimento econômico se encontram

Por NAURA BORDIGNON, prefeita de Marau

Marau construiu boa parte de sua força econômica na indústria e no campo. Somos líderes gaúchos na exportação de máquinas e implementos agrícolas e temos um agro diversificado, presente na formação e no crescimento do nosso município.

Mas uma cidade que se orgulha de ser a Terra das Oportunidades precisa saber reconhecer todas as suas vocações. Nos últimos anos, passamos a trabalhar com mais atenção uma característica que sempre esteve diante de nós, fazendo parte das nossas famílias e rotinas: a gastronomia.

O Degusta Marau nasceu dessa percepção. Em 2026, o festival chega à quinta edição, com 29 pratos exclusivos, divididos em três diferentes categorias e criados pelos estabelecimentos que fazem parte da vida da cidade. Cada receita tem a assinatura de quem cozinha aqui e ajuda a mostrar uma Marau que também pode ser conhecida pelos seus sabores.

Esse trabalho aparece de forma ainda mais clara na Rota das Salamarias, um verdadeiro patrimônio de Marau, que recebe milhares de visitantes todos os anos. São 14 propriedades que abrem suas portas para mostrar a produção do salame e a tradição ítalo-gaúcha, preservada na mesa e no coração das famílias. Quem percorre a rota encontra produtores, histórias e um modo de fazer que atravessa gerações e ajuda a contar a nossa história para o mundo.

Neste ano, retomamos também o Festival Nacional do Salame, que estava havia oito anos fora do calendário. A resposta mostrou o tamanho dessa vocação. Foram 30 mil visitantes em três dias, circulando pela cidade e movimentando restaurantes, comércio e serviços.

Em julho, Marau passou a ser reconhecida pelo Ministério do Turismo como Município Turístico. O título considera critérios como fluxo de visitantes e relevância regional, mas seu valor, para mim, está principalmente no que ele representa para quem vive aqui. Turismo precisa movimentar a economia, deixar renda na propriedade rural, ocupar mesa de restaurante, trazer movimento ao comércio e abrir novas possibilidades para quem empreende.

Marau seguirá sendo uma cidade marcada pela força da indústria e pela tradição do agro. Mas a gastronomia passa a ocupar seu próprio espaço nesse processo de desenvolvimento. Quando alguém visita uma propriedade da Rota das Salamarias, experimenta um prato do Degusta ou vem ao Festival do Salame, leva consigo uma parte muito concreta da nossa identidade.