Neste dia 30 de novembro, Porto Alegre celebra o Dia da Mãe Atípica – uma data que carrega muito mais do que simbolismo. É um convite para olhar, com respeito e sensibilidade, para milhares de mulheres que vivem uma maternidade marcada por desafios diários, mas também por uma força que transforma tudo ao seu redor.
Com muita honra, sou autor da Lei 14.214/2025, que instituiu oficialmente essa data no calendário da nossa capital. A criação desse dia não é apenas um gesto institucional, é um reconhecimento público a mulheres que exercem um tipo de maternidade que exige coragem, presença e uma entrega que vai além do imaginável. A elas, devemos visibilidade, escuta e políticas públicas que acolham suas realidades.
As mães atípicas nos ensinam que o amor materno não é moldado pelas expectativas comuns. Ele nasce da aceitação plena, floresce nas rotinas exaustivas e se fortalece na busca incansável por direitos, terapias, inclusão e cuidado. É um amor que se expressa na luta silenciosa, nos avanços milimétricos e nas pequenas – mas imensas – conquistas de seus filhos. Um amor que transcende. Que resiste. Que inspira.
Essas mulheres carregam a cidade nas costas sem que, muitas vezes, a cidade perceba. São mães que conciliam trabalho, laudos, consultas, noites mal dormidas e uma força emocional que não aparece nas fotografias. São mulheres de fé, de resiliência e de uma generosidade que redefine o significado de coragem.
O Dia da Mãe Atípica nasce, portanto, para que Porto Alegre olhe para elas com a atenção que merecem. Para lembrar que nenhuma família deveria enfrentar essa jornada sozinha. Para reforçar que a inclusão começa pelo reconhecimento – e que políticas públicas só são completas quando abraçam quem mais precisa.
Que esta data faça ecoar uma verdade simples e profunda: ser mãe é um ato de amor, ser mãe atípica é amor com superpoderes. Que possamos aprender com elas a transformar desafios em caminhos, dor em propósito e afeto em potência.
Às mães atípicas de Porto Alegre, o meu respeito, minha admiração e meu compromisso. Vocês são mulheres de força e inspiração e suas histórias ajudam a construir uma cidade mais humana, justa e acolhedora.