O Rio Grande do Sul tem um povo forte, trabalhador, com vocação empreendedora, capacidade de superação e profundo senso de pertencimento. Essa força gaúcha é quem explica o protagonismo do nosso Estado, ao longo da história, em diversas áreas. Na perspectiva dos governos, há que se reconhecer as reformas feitas nos últimos anos. Entretanto, a máquina pública gaúcha ainda precisa aproveitar melhor todo o potencial que vem da nossa população.
O Rio Grande é o estado que menos cresceu nos últimos 20 anos e hoje é visto pelo retrovisor, em muitos aspectos, por vizinhos como Santa Catarina e Paraná. Não podemos nos conformar com nossos índices em educação, com a baixa qualidade das nossas estradas, com os muitos entraves que ainda atrapalham nosso desenvolvimento econômico e social. É chegado o momento de um novo ciclo: uma agenda que preserve a responsabilidade fiscal, mas que coloque o crescimento econômico no centro da estratégia de todas as políticas públicas.
Foi com esse propósito que iniciamos a construção de um projeto para o Rio Grande do Sul, não movido por vaidades ou interesses pessoais, mas pela convergência de ideias, valores e compromisso com o Estado. O primeiro passo está sendo ouvir quem faz o Rio Grande acontecer no dia a dia: lideranças, trabalhadores e representantes de diferentes setores da sociedade. Gente que nem sempre é ouvida, outros que já têm experiência e, ainda, os que representam inovação e oxigenação de ideias.
Assim surgiu o movimento Força Gaúcha. Na primeira etapa, em Porto Alegre, durante três dias, cerca de 50 especialistas apontaram, em 12 painéis temáticos, desafios e caminhos para o presente e o futuro do Estado. Debatemos temas centrais, como irrigação, infraestrutura, saúde, educação, segurança e proteção às mulheres. Também tratamos da necessidade de fortalecer a articulação para equacionar a bomba fiscal de uma dívida que já ultrapassa os R$ 100 bilhões. A partir de 2027, a retomada dos pagamentos à União voltará a pressionar o Estado e a limitar a capacidade de investimento.
Já estamos ampliando esse diálogo com o Interior, percorrendo cada região para ouvir as realidades locais. Porque não existe solução construída de cima para baixo. O Força Gaúcha não é apenas um movimento, é um chamado à responsabilidade, ao trabalho e à retomada do protagonismo. O Rio Grande pode mais. E é com o seu povo, com trabalho e compromisso que queremos fazê-lo voltar a crescer.