As eleições, tanto para candidatos quanto para eleitores, assim como para partidos e comunidades, são ocasiões de máximas importâncias e irrenunciáveis responsabilidades. Portanto, inaceitável (aos cidadãos) deixar de cumprir “direito-dever”, constitucionalmente estabelecido. De fato, o sufrágio lançado (de modo livre e secreto) caracteriza-se como momento solene de absoluta liberdade e soberania popular. Legitimado através da indevassável, segura e eficaz “máquina eletrônica de votação”. Tal a corresponder autêntico e irrecorrível julgamento, em legal exercício de cidadania.
A propósito, mais uma vez (em já histórica sequência de oportunos editoriais), nosso Correio do Povo (21/10/24. p. 2) destacou, com real acerto, questão relevante (“Hora da palavra final”). Apontando, com pertinente fundamentação, “necessidade de que os eleitos tenham a mais ampla legitimidade” e evidenciando ser “imperioso que se reduza a abstenção, que está extremamente alta em nosso Estado”. Em realidade, imprescindível a nítida verificação da afluência de votantes, a qual certificará atenção aos postulantes a funções eletivas e às greis políticas nas quais abrigados. Óbvio que prévia e convenientemente examinadas ações (privadas/públicas) de cada um(a), afora avaliados programas partidários e promessas de campanhas (qualidades/viabilidades). Eis que, como sabido, “voto tem consequências”.
Ainda, como bem alertado pelo editor, “transferência cívica não pode ser delegada e, aduzindo, “cada eleitor precisa demonstrar na urna sua vontade que pode e deve fazer toda diferença no cômputo geral”. Imperioso, pois, que no próximo domingo (27 de outubro), todos e todas, jovens a idosos, compareçam às respectivas seções eleitorais, conscientes, firmes e fortes, para a afirmação democrática através do magno poder do voto. E, assim, contribuirão à preservação do Estado de Direito e tendo como meta a realização do bem comum. Então, sempre, nos “Dias de Eleições”: presenças sim, abstenções não!