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Eleição: exercício da cidadania

Por THIAGO ROBERTO SARMENTO LEITE, ex-juiz do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande doSul/TRE-RS

O segundo turno eleitoral se constitui em significativo e importante momento para a Nação por múltiplas e inequívocas razões. A propósito, nosso Correio do Povo, como, de regra, atento e consciente à alta responsabilidade de bem informar, em Editorial de 19 do corrente (na tradicional linha redacional) foi “direto ao ponto”: “(…) semana decisiva para os destinos do País (…)”. Acrescentou: “(…) um processo democrático em que quase 160 milhões estão habilitados para votar (…)” E, corretamente, a destacar: “(…) temos uma Constituição denominada como cidadã, marcada pela defesa dos direitos básicos das pessoas (…)”. Aí, permitido seja-me afirmar: eleições são ocasiões de realismo e posicionamento, tanto para candidatos e partidos quanto para cidadãos em geral. A se constituir em circunstância de cunho político e natureza sociológica. O voto conferido é a legitimação da escolha para o bem ou para o mal da sociedade. Os desdobramentos, valem para equilíbrio/produtividade/desenvolvimento socioeconômico-científico-cultural.

De igual, à preservação do Estado Democrático de Direito. Sem o que, não se verificará, lidimamente, segurança/bem-estar/progresso/paz.

Eis o motivo pelo qual, votar se reveste de magna oportunidade e a exigir ser exercido, pela cidadania, com extrema cautela. Com efeito, tal só pode ser alcançado através de votações fidedignas em pleitos efetivados com lisura, sob a égide do STF, a cada processo de renovação e, em nossa terra, pela condução do TRE, como permanentemente com e, como constatado atualmente pela proativa condução dos eminentes desembargadores presidente Maria de Lourdes G.B. Gonzales e desembargador-corregedor Antônio Maria R.F. Izerhadtd. Donde, absolutamente inaceitável mobilização de céticos à prática do voto em branco/nulo ou à mera abstenção, pelo não comparecimento às confiáveis e eficazes urnas eletrônicas. Portanto, jamais será razoável, sob nenhum pretexto, descurar, por omissão, do dever-direito-cívico-constitucional de votar.

Deste modo, a participar e influenciar, decidida e categoricamente, de tudo quanto benéfico a todas camadas sociais progredirem ordeira e pacificamente. Em última análise: autêntica ação de cidadania, em prol do bem-comum e genuíno fortalecimento da Democracia Pátria.