Por necessidade precisei viajar para Passo Fundo alguns dias atrás, sendo que muitas vezes fui para aquela região e tinha em mente uma viagem que durasse em torno de, no máximo, quatro horas para chegar à cidade do Planalto Médio. Mas para minha surpresa demorei em torno de seis horas para fazer o percurso de, aproximadamente, trezentos quilômetros, porque tive que desviar inúmeros buracos, diminuindo a velocidade ou até parar para superar os obstáculos.
Outro problema que constatei foi a existência de muitos deslizamentos, que destruíram algumas partes do asfalto da estrada, principalmente após passar por Lageado, o que também diminui o ritmo da viagem.
Perto de Pouso Novo vi a parte mais grave da destruição, porque parte da estrada foi levada pela chuvarada de maio, havendo a construção de um trecho provisório de pista única, assim mais um ponto de trânsito trancado na viagem.
Depois de chegar a Passo Fundo fiquei na cidade três dias e, por recomendação de conhecidos vim por Marau em direção a Porto Alegre, mas novamente o estado das estradas estava ruim.
Buracos e asfalto irregular marcaram um bom trecho da volta, mas quando cheguei perto de Muçum é que pude ver como as chuvas destruíram as estradas, com os desvios provisórios que começaram a aparecer. Nas proximidades de Roca Sales e Colinas outro cenário de destruição, com a construção de mais trechos provisórios, pois as estradas foram levadas pelas chuvas, com desvios, subidas e descidas. O resultado foi mais uma viagem demorada e cansativa, pois o caminho foi mais longo, por haver um trecho interrompido devido à queda de uma ponte perto de Arroio do Meio.
Em resumo tentei pelos dois caminhos possíveis para viajar de Porto Alegre a Passo Fundo e voltar, mas em ambos o deslocamento foi difícil, com mais gasto de combustível e novos barulhos na suspensão, pelos muitos solavancos da viagem. O pior é que toda malha viária gaúcha está com problemas semelhantes.